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Com patrulha na arquibancada, Ceará consegue executar protocolo junto ao torcedor

Agora recebendo o torcedor alvinegro, Castelão mais uma vez vê respeito às regras sanitárias em uma partida de futebol, contrariando cenas de desrespeito vistas em outros estádios do Brasil
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Torcedora lamenta chance perdida durante Ceará x Internacional
 (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves Torcedora lamenta chance perdida durante Ceará x Internacional

Ainda não foi no segundo evento-teste para a volta definitiva do público ao Castelão que os torcedores cearenses conseguiram comemorar uma vitória junto ao time do coração. Ontem, pelo menos, os alvinegros viram o Ceará conquistar mais um ponto na Série A e apresentar um bom futebol, especialmente no segundo tempo.

O que faltou mesmo foi celebrar um gol e o Vovô bem que criou diversas oportunidades, o que fez a torcida reconhecer o desempenho e aplaudir o time após o apito final. Durante o jogo, porém, houve momentos de cobrança, especialmente quando Tiago Nunes retirou Fernando Sobral de campo, aos 22 minutos do segundo tempo. O comandante alvinegro escutou a palavra “burro” em alto e bom som.

A diretoria alvinegra esperava cerca de 3.500 torcedores, entre check-in e venda de camarotes, mas o público presente foi de 2.810 — é necessário considerar que o jogo começou cedo, no meio de semana e com os portões fechando às 18h30min, o que impede a presença de parte dos sócios. Eles foram participativos durante toda a partida e incentivaram a cada ataque puxado. Na arquibancada, o distanciamento social foi visto, assim como as máscaras. Apenas a torcida organizada ficou mais próxima do que o aconselhável. Uma patrulha de organizadores, no entanto, passava por cada fileira, como se fosse um pente-fino, em intervalos periódicos, para verificar se as máscaras estavam sendo usadas e solicitar o afastamento entre torcedores, caso fosse necessário.

O POVO observou algumas filas de bares do prédio central e, apesar de algumas serem longas, os torcedores respeitavam distanciamento entre si. Na chegada, houve um pequeno acúmulo de pessoas, mas num espaço bem amplo, onde podiam se espalhar. A concentração se deu porque a Polícia Militar do Estado segurou a subida de todos para a esplanada até pouco depois das 17 horas.

Quando houve a liberação, rapidamente todos conseguiram ter acesso, pois o sistema desenvolvido pelo Ceará foi eficaz. O cartão de sócio-torcedor era o ingresso, portanto, bastava encostá-lo em um aparelho que os funcionários do clube portavam e mostrar o documento com foto, sem demora de carregar QR Code ou depender de internet.

Por todo o Castelão, era fácil encontrar pessoas com material de trabalho do Ceará, que serviam para orientar e garantir que o protocolo fosse cumprido. Algo chamou atenção nos camarotes. Um casal de idosos com a camisa do Internacional-RS estava presentes, quando o protocolo não previa venda para visitantes. O local, porém, também tinha torcedores do Vovô e não houve nenhum problema. O POVO foi ao local e tentou conversar com o casal, mas não conseguiu.

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