Esportes

Sem deslanchar no Brasileirão, Ceará se mantém em zona entre provável G-9 e do Z-4

Vovô está há 4 pontos do Fluminense-RJ, primeira equipe a compor o G-9 — colocação que tem grandes possibilidades de garantir vaga na pré-Libertadores, mas também está a três pontos do Bahia, primeiro clube da zona de rebaixamento
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
Lacerda sublinha que os objetivos do Ceará são no alto da tabela (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves Lacerda sublinha que os objetivos do Ceará são no alto da tabela

A derrota por 3 a 1 para o líder Atlético-MG, nesse sábado, 9, fora de casa, fez o Ceará perder uma posição na tabela em relação ao início da rodada. Antes em 13º, o Vovô foi ultrapassado pelo São Paulo — próximo adversário da equipe na Série A — e agora ocupa a 14ª colocação, com 29 pontos. Sem conseguir deslanchar na competição, o Alvinegro está entre o céu e o inferno.

O time comandado por Tiago Nunes está a quatro pontos do Fluminense-RJ (9º), primeiro clube a compor o G-9 — classificação com grandes possibilidades de garantir uma vaga para a pré-Libertadores. Por outro lado, apenas três pontos separam o Ceará do Bahia (17º), primeiro time a integrar a zona de rebaixamento.

"Lógico, estamos em alerta sim. Mas temos nossos objetivos e eles estão lá em cima (na tabela). A gente pensa alto, pensa grande. Estamos trabalhando para pontuar, crescer cada vez mais. Não estamos pensando nessa questão do rebaixamento. Sabemos do nosso trabalho no dia a dia, eu sei que as coisas vão acontecer. Logo, logo, vamos estar brigando por coisas melhores lá em cima", ressaltou o zagueiro Gabriel Lacerda, em entrevista coletiva.

A situação é reflexo de um desequilíbrio apresentado pelo Vovô desde o início da competição. O Alvinegro é o terceiro melhor mandante da Série A, atrás somente de Palmeiras-SP (2º) e Atlético-MG (1º), mas é o pior visitante e ainda não conseguiu vencer nenhuma partida longe dos seus domínios, o único entre os 20 clubes do Brasileirão.

Dos 29 pontos que possui no torneio, 23 foram conquistados na Arena Castelão. Em 12 partidas, o Ceará venceu seis vezes, empatou em cinco ocasiões e sofreu apenas uma derrota, que aconteceu na quarta rodada, no revés por 2 a 1 para o Bahia, o que representa 63% de aproveitamento. São 11 jogos de invencibilidade no Gigante da Boa Vista.

Quando precisa viajar para longe de Fortaleza, no entanto, os números pioram drasticamente, para 18% de aproveitamento. Em 11 jogos, foram seis empates e cinco derrotas, com 16 gols sofridos e seis marcados.

O mês de outubro deve ser um período de afirmação e também um divisor de águas para o Vovô na competição. Isso porque o Ceará terá uma maratona de oito jogos pela frente — dois já aconteceram, no empate diante do Internacional-RS e na derrota para o Atlético-MG. A sequência, a depender dos resultados, poderá definir qual será a real briga do Alvinegro na primeira divisão, que segue de forma turva e indefinida.

Na quinta-feira, 14, a equipe comandada por Tiago Nunes enfrenta o São Paulo, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 19 horas, e terá a oportunidade de demonstrar que pode lutar por objetivos maiores. Uma vitória, além de encerrar o jejum de vitórias fora de casa, elevaria o moral da equipe em um momento crucial do campeonato e poderia ser um ponto de partida importante para perspectivas maiores dentro do torneio.

Made with Flourish
Essa notícia foi relevante pra você?
Logo O POVO Mais