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Fortaleza tenta superar "apagões" e recuperar poder de reação na reta final da temporada

Com placares elásticos em derrotas recentes e alto número de gols sofridos em intervalos curtos nos jogos, Tricolor busca virar a página para se manter firme em disputa por vaga na Libertadores
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Juan Pablo Vojvoda, técnico do Fortaleza (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves Juan Pablo Vojvoda, técnico do Fortaleza

Com ao menos mais 12 jogos pela frente até dezembro, o Fortaleza mira deixar para trás os "apagões" sofridos em derrotas recentes e retomar o poder de reação na reta final da temporada 2021 para manter o bom desempenho no Campeonato Brasileiro. O objetivo é conquistar inédita vaga na Copa Libertadores — de preferência, de forma direta à fase de grupos.

Na quarta colocação da Série A, com 45 pontos, o Tricolor ainda terá 11 partidas a jogar pela competição — seis como mandante e cinco fora de casa. Já pela Copa do Brasil, o compromisso garantido é a volta da semifinal, diante do Atlético-MG. Após a goleada por 4 a 0 sofrida na última quarta-feira, 20, a equipe do Pici ficou em situação adversa no mata-mata e quer tirar lições do revés.

Diante de um Galo avassalador, o Leão sucumbiu ao poderio ofensivo mineiro e sofreu dois gols em um intervalo de sete minutos, além de tomar o terceiro tento ainda na reta final do primeiro tempo — os donos da casa selaram o placar no primeiro minuto da segunda etapa. Além das falhas defensivas, o Tricolor não conseguiu conter as investidas do rival ou impor o modelo de jogo no Mineirão.

Os comandados de Juan Pablo Vojvoda já tinham vivido cenário semelhante em outros resultados negativos nos últimos meses. Na derrota por 3 a 1 para o arquirrival Ceará, por exemplo, em 1º de agosto, o Fortaleza sofreu três gols em sete minutos e perdeu de virada. Um mês depois, no 4 a 2 para o Bahia, em Salvador (BA), o Esquadrão balançou as redes três vezes em 12 minutos.

Já em outubro, com a torcida de volta às arquibancadas do Castelão, o Tricolor chegou a sofrer duas duras derrotas por 3 a 0, para Atlético-GO e Flamengo-RJ. O Dragão saiu na frente e precisou resistir à pressão mandante, que chegou a ter dois gols anulados, mas definiu o resultado na reta final do segundo tempo. No confronto direto contra a equipe carioca, os três gols saíram em período de sete minutos.

Além do alto número de tentos dos adversários em curtos intervalos de tempo nas partidas, o momento de instabilidade defensivo tem outro agravante: a fragilidade em lances de bolas paradas. Dos 15 gols sofridos nos últimos dez jogos, nove foram oriundos de escanteios, faltas e até lateral — ou seja, 60% do número total.

O quadro mais recente contrasta com o poder de reação demonstrado pela equipe no primeiro turno do Brasileirão e em alguns jogos da Copa do Brasil. Na Série A, o Leão conseguiu viradas nos instantes finais diante do próprio Atlético-MG, no Mineirão, e Palmeiras-SP, no Allianz Parque. No mata-mata, foi necessário correr atrás de placares adversos para bater o CRB-AL no Castelão e arrancar empate nos acréscimos com o São Paulo no Morumbi.

Firme no G-4, o Fortaleza deve concentrar os esforços na sequência final da elite nacional para carimbar o passaporte rumo à Libertadores. Sem muito tempo para lamentar a derrota para o Galo, o próximo compromisso já será amanhã, às 19h15min, contra o Athletico-PR, pela 28ª rodada, no Castelão.

"O primeiro que nós temos que fazer agora é descansar, preparar a partida contra o Athletico-PR, que é muito perto, no sábado, e esse é o nosso próximo objetivo. Para a próxima partida, na quarta, haverá tempo de analisar os erros cometidos e planejar a partida", resumiu Vojvoda.

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