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Investigações e polêmicas não acabam nem com a morte

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Maradona, em terra, viveu como que um tango. Vítima de dependência química e encarando acusações de que vão desde agressão até estupro de vulnerável e tráfico humano, drama não faltou em sua história em terra. E mesmo depois de partir, o nome segue sendo alvo de conspirações, acusações e brigas jurídicas. A mais forte gira em torno das condições de sua morte.

A causa é clara, mas os pormenores seguem misteriosos. As sete pessoas responsáveis por cuidar da saúde do craque foram indiciadas no último dia 8 por homicídio eventual doloso.

Isso ocorreu após peritos do Ministério Público de San Isidro pontuarem, em relatório, que o tratamento dado ao camisa 10 foi "irresponsável e inadequado". Fãs e até mesmo pessoas próximas ao ex-jogador acreditam que ele foi abandonado "à própria morte".

Os imbróglios não param por aí. Na semana passada, o médico e jornalista argentino Nelson Castro revelou que Maradona foi enterrado sem coração. "Houve uma movimentação de um grupo de barras bravas do Gimnasia y Esgrima La Plata que planejava arrombar o caixão e extrair o coração de Maradona. (...) Descobriram que isso ia ocorrer, então extraíram o coração", contou ao canal argentino 'El Trece'.

Há ainda briga pela marca Maradona, entre família e o ex-advogado do camisa 10, imbróglio que impede até a realização de homenagens, sob risco de processos.

Mais recentemente, o Napoli lançou camisa para homenagear Maradona, algo que desagradou Diego Júnior, um dos filhos do argentino.

"A camisa de homenagem ao meu pai é um motivo de orgulho, mas lamento a falta de consideração do Napoli. Nós, herdeiros legítimos, nunca estivemos envolvidos nisto e não demos o aval para esta operação", criticou Júnior, em entrevista à agência italiana Adnkronos. O estádio do Napoli deixou de ser chamado San Paolo e passou a ser conhecido como Diego Armando Maradona.

Cinco filhos reconhecidos são os herdeiros legais de Maradona, e são proprietários da maioria dos bens do pai. Nem tudo ficou com eles, no entanto. Veículos, casas e outros objetos de menor valor sentimental — até uma carta do ex-ditador cubano Fidel Castro —, serão leiloados no próximo mês com a finalidade de pagar dívidas e despesas deixadas pelo ex-jogador.

De extremo talento e de vida extrema, Maradona segue vivo. Tanto para a população argentina, que o reconhece como "deus" (ou D10S), quanto pelos infinitos processos.

Com a morte dele, algumas verdades nunca serão esclarecidas. Mas algumas histórias nunca se apagarão.

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