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Esportes

Paradesporto vira ferramenta de motivação e novas aspirações para os atletas

Pessoas com deficiência encontram acolhimento na prática esportiva, ganham vida nova a partir da inclusão social, que rende até oportunidade de carreira profissional
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Esporte foi peça-chave na reabilitação de Vanessa após diagnóstico (Foto: Thais Mesquita)
Foto: Thais Mesquita Esporte foi peça-chave na reabilitação de Vanessa após diagnóstico

As histórias de feitos históricos e conquistas emocionantes se acumulam aos montes no paradesporto. Para além disso, a prática esportiva é uma poderosa maneira de ressignificar a vida e a carreira das pessoas com deficiência — seja daquelas que já nasceram ou perderam alguma condição física ou sensorial.

Adentrar um campo, uma quadra ou uma piscina pode ser um desafio para quem vê limitações por estar sobre uma cadeira de rodas, sem enxergar ou ouvir, por exemplo. Diante disso, o papel dos profissionais e o apoio da família ganham relevância para dar confiança e incentivo às pessoas com deficiência, tanto para praticar esporte por lazer, quanto para encarar de forma profissional.

"O esporte é uma maravilhosa ferramenta de inclusão e para a pessoa com deficiência mais ainda, porque dá de novo sentido à vida. Às vezes, você pega uma pessoa que não tem mais perspectiva, não planeja mais algo na frente, acha que não é capaz, aí começa a praticar o esporte e vai embora", comenta o educador físico e treinador Lídio Andrade.

"Tenho vários casos de atletas que chegam atrás de de praticar alguma modalidade esportiva e chegam no primeiro dia cabisbaixos, com vergonha. Aí, quando começa a participar, pede para participar de eventos, já se torna outra pessoa mais ativa, com mais confiança, até para o mercado de trabalho. O esporte proporciona isso e é maravilhoso", completa o profissional, que trabalha com modalidades como basquete e tênis em cadeira de rodas.

A força de vontade que parte dos próprios atletas também é determinante para entrar no mundo do paradesporto a fim de se manter ativo, com interação e convívio entre outras pessoas de situação semelhante, além da oportunidade de viver experiências importantes.

"Eu sempre pratiquei esportes, então, depois que adoeci, botei na cabeça que não queria parar de ter uma vida ativa mesmo com algumas limitações. Comecei na natação, o professor Lídio me viu e me chamou para jogar basquete. Minha família sempre me deu muito apoio e sempre foi a favor da minhas práticas esportivas", conta Vanessa Abreu, paratleta do basquete.

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