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Em Clássico-Rei eletrizante e de reviravoltas, Fortaleza e Ceará empatam em 3 a 3 no Estadual
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Em Clássico-Rei eletrizante e de reviravoltas, Fortaleza e Ceará empatam em 3 a 3 no Estadual

A histórica rivalidade centenária fala por si só, e ontem não foi diferente. Um duelo acirrado em todas divididas, com expulsões, emoção até o fim e seis gols no total, três para cada lado, resultando no empate em 3 a 3 dentro de campo
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FORTALEZA-CE,BRASIL, 18-02-2024: Primeiro Clássico-Rei do ano. CAmpeonato Cearense 2024. Estádio Castelão. (Foto: Fábio Lima/O Povo)  (Foto: FÁBIO LIMA)
Foto: FÁBIO LIMA FORTALEZA-CE,BRASIL, 18-02-2024: Primeiro Clássico-Rei do ano. CAmpeonato Cearense 2024. Estádio Castelão. (Foto: Fábio Lima/O Povo)

Em Clássico-Rei não existe favorito. Não importa os elencos ou a diferença de divisão nacional, um duelo entre Fortaleza e Ceará quase sempre se equipara quando a bola rola em campo.

A histórica rivalidade centenária fala por si só, e ontem não foi diferente. Um duelo acirrado em todas divididas, com expulsões, emoção até o fim e seis gols no total, três para cada lado, resultando no empate em 3 a 3 dentro de campo.

Antes de a bola rolar, o clima provocativo vindo das arquibancadas não se estendeu para o campo, pelo menos não naquele momento. Ricardo Drubscky, executivo do Ceará, e Bruno Costa, executivo do Fortaleza, protagonizaram uma longa conversa como se fossem amigos de longa data. Tudo mudou quando os times perfilaram para dar início ao jogo.

A tensão misturada com ansiedade era perceptível nos olhares da maioria dos torcedores, tanto daqueles que trajavam o tricolor, como dos que carregavam o preto-e-branco alvinegro. Ao longo do jogo, nenhum dos dois treinadores escaparam da tradicional “corneta”, e não foram poucas. Afinal, a partida mostrou dois tempos completamente distintos.

No primeiro, um Ceará organizado e superior ao Leão. Da bola parada de onde surgiu o gol de Matheus Bahia, aos passes envolventes que culminaram na finalização de Aylon para os fundos das redes. Um 2 a 0 imponente, de boa atuação e, sobretudo, indicando que aquilo que havia acontecido no início de 2023 poderia se repetir em 2024.

Mas em Clássico-Rei, assim como não existe favorito, também não existe derrotado antes do apito final. Um rival nunca pode dar o outro por vencido.

O Fortaleza, valente, foi atrás do prejuízo. Vojvoda mudou a configuração da equipe e se expôs para os contra-ataques do Ceará. Mas a ousadia e a coragem do argentino valeram a pena. Em 30 minutos, três gols e virada no placar: Tinga, Kauan e Machuca.

Quando tudo parecia encaminhado, mais uma reviravolta no confronto. Já no minuto final, o Ceará se lançou ao ataque e, entre os cruzamentos, a bola sobrou para Pulga, que testou em direção ao gol.

Pikachu, de forma voluntária, esticou o braço para evitar o tento. Pênalti e expulsão do atacante. O total silêncio do estádio só foi encerrado com o barulho da rede. Empate alvinegro.

Um 3 a 3 que conseguiu retratar bem o que foi o jogo. Pelo balanço geral, resultado justo - mas convenhamos, com gosto amargo para os dois times.

As torcidas, de forma justa pela entrega dos jogadores, saudaram seus elencos. Do ponto de vista tático, o embate também trouxe à tona fragilidades e virtudes de Leão e Vovô que, sem dúvidas, servirão de aprendizado.

Individualmente, o clássico serviu também para resgatar alguns jogadores. Richardson, do Ceará, e Machuca, do Fortaleza, tão criticados em outros momentos, tiveram uma belíssima atuação.

Já para o Campeonato Cearense, nada mudou. Com o empate, Fortaleza e Ceará chegaram aos 11 pontos e mantiveram-se na liderança de seus grupos, o que garantiu aos times classificação direta á semifinal.

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