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Derrota para o Corinthians expõe limitação do elenco do Ceará
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Derrota para o Corinthians expõe limitação do elenco do Ceará

Pouco produtivo e apático, o time alvinegro mostrou, mais uma vez, que necessita de reforços para fortalecer o último terço do campo
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Pedro Henrique estava suspenso e não jogou contra o Corinthians (Foto: Samuel Setubal)
Foto: Samuel Setubal Pedro Henrique estava suspenso e não jogou contra o Corinthians

Tema antigo em Porangabuçu, as carências do elenco do Ceará voltaram a ser discutidas após a derrota para o Corinthians-SP na quarta-feira, 16, na Arena Castelão, em Fortaleza. As críticas por parte da torcida acontecem especialmente quando o assunto é opções no setor ofensivo, que quase nada criou diante do time paulista.

No duelo, o Vovô até tentou, mas não conseguiu imprimir ímpeto incisivo  que gerasse perigo de gol em nenhum momento. Não à toa, o goleiro adversário, Hugo Souza, terminou o confronto sem executar defesas — o máximo foi um chute mascado de dentro da área, já quando estava 1 a 0 para o Timão.

Em entrevista coletiva após o revés, Léo Condé, técnico do Ceará, destacou as ausências de Pedro Henrique e Pedro Raul por suspensão automática e explicou o baixo rendimento das outras opções do setor no momento.

"Já iniciamos a partida com dois grandes desfalques, talvez as duas maiores contratações que o clube fez (na temporada). Então realmente eles fizeram falta. São dois jogadores que são titulares. E também, com relação aos atletas que entraram, são atletas que estão retornando de lesão no caso do Fernandinho e do Aylon. Guilherme é um jogador jovem, de potencial, mas está fazendo os primeiros jogos como profissional", frisou o comandante.

No jogo, a trinca titular foi formada por Fernandinho, Aylon e Galeano, que estiveram aquém do esperado. No segundo tempo, o treinador ainda promoveu as entradas de Bruno Tubarão e Guilherme, além de Matheus Araújo e Rômulo, meias ofensivos. As tentativas, no entanto, também não surtiram efeito.

Pouco produtivo e apático, o time alvinegro mostrou, mais uma vez, que necessita de reforços para fortalecer o último terço do campo. A diretoria de futebol, inclusive, tem consciência disso. João Paulo Silva, presidente do clube, já declarou em entrevistas recentes que o Vovô busca três peças no mercado, sendo duas delas no ataque: ponta e centroavante. A outra é um volante.

Atualmente, a cúpula e a comissão técnica debatem sobre possibilidades que casem com o orçamento do Vovô, visto que o time não pode fazer grandes investimentos.  

"Em relação a reforços, isso tá sendo discutido internamente nas posições que temos conhecimento que precisamos. Temos muitas posições onde temos atletas a altura pra repor. Talvez a escolha no jogo tenha sido mais no quesito ofensivo", destacou Léo Condé.

Até o momento, o Ceará é um dos poucos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que não anunciou novos nomes para o seu elenco, mesmo tendo um mês de paralisação devido o Mundial de Clubes da Fifa. A janela de transferências seguirá aberta até o dia 2 de setembro. Em fato, o time deve confirmar duas saídas: o zagueiro Ramon Menezes e o atacante João Victor.

O defensor conviveu com lesões e deve ser vendido para o Sport. Já o jovem cria da base acertou com o Zalaegerszeg FC, clube da Hungria. As informações são de Horácio Neto, repórter da rádio O POVO CBN.

A preocupação com peças de reposição no ataque do Ceará terá um novo capítulo no domingo, 20, quando o time enfrenta o Internacional-RS, no Beira Rio, em Porto Alegre (RS). Meia titular do time, Lucas Mugni está suspenso.

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