A vitória por 1 a 0 frente ao Palmeiras, ontem, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, fez do Flamengo o maior brasileiro campeão da Libertadores. Agora, o Rubro-Negro contabiliza quatro troféus da maior competição continental.
Além desta conquista, o clube da Gávea levantou as taças de 1981, 2019 e 2022, batendo Cobreloa-CHI, River Plate-ARG e Athletico-PR nas finais, respectivamente.
Agora, o time carioca está entre os seis maiores campeões da Libertadores na história. A equipe de Filipe Luís fica empatada com River Plate-ARG e Estudiantes-ARG, com quatro conquistas cada, atrás apenas de Peñarol-URU (5), Boca Juniors-ARG (6) e do maior campeão, o Independiente-ARG, que tem sete troféus continentais.
Para chegar à taça, o Rubro-Negro não teve vida fácil na fase de grupos, avançando na segunda posição, atrás da LDU, do Equador. Nas oitavas de final, no duelo brasileiro contra o Internacional, passou com 3 a 0 no agregado. Na etapa seguinte, viveu a emoção dos pênaltis, mas conseguiu superar o Estudiantes, da Argentina.
Na semi, outro argentino pela frente: o Racing. Vitória apertado por 1 a 0 no Maracanã e empate sem gols no El Cilindro, suportando intensa pressão, para chegar à grande decisão.
“Não tem explicação. Parabenizo a todos pela força. Lutamos muito para estar aqui. É muito gratificante. É algo que não tem explicação, é incrível. Somos campeões. Somos campeões com justiça. Somos uma grande equipe”, vibrou o goleiro Rossi após a final. O arqueiro foi fundamental diante dos rivais argentinos no mata-mata, sobretudo com defesas de pênaltis.
Tricampeão da Libertadores pelo Fla, o uruguaio Arrascaeta se emocionou com o novo título em Lima — mesmo palco de 2019. “Difícil expressar o sentimento agora. Voltar aqui e ser campeão de novo não tem palavra. Era muito importante, para mim, retribuir para minha mulher, que não pôde estar aqui, com essa taça", contou o camisa 10.
Herói da conquista, o experiente zagueiro Danilo, que já havia vencido o torneio continental pelo Santos, celebrou o título com o clube carioca e revelou que tem atuado com uma lesão.
"Sempre imaginei chegar longe. Não tão longe assim, mas não imaginei que seria tão difícil. Cada um tem seus sacrifícios. Pedi no vestiário para a gente colocar nosso ânimo nesses sacrifícios que ninguém vê. Levo um edema desde o primeiro jogo contra o Palmeiras no Brasileirão. Permita-se sonhar”, disse o camisa 13.
O defensor ainda revelou que não pôde contar com a presença do pai nas arquibancadas do Monumental de Lima em razão do falecimento de uma tia na véspera da grande decisão. “Ontem (sexta-feira, 28) faleceu uma tia minha e meu pai teve que voltar. Ele é flamenguista e está assistindo em Bicas, com a galera. Queria dedicar essa vitória para minha família e, em especial, para o meu pai", homenageou.