A América do Sul é rubro-negra. De volta ao palco onde conquistou o bicampeonato continental, o Flamengo derrotou o Palmeiras por 1 a 0, ontem, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, e se tornou o campeão da Copa Libertadores de 2025.
Com este feito, os comandados de Filipe Luís conquistaram o tetra continental e ultrapassaram Santos, São Paulo e o próprio Palmeiras, tornando-se, assim, os brasileiros com maior número de títulos do torneio.
O gol histórico foi para a conta de um herói improvável — por muitas vezes, criticado. Assim como em 2011, pelo Santos, o antes lateral e agora zagueiro Danilo foi o responsável por marcar o tento mais importante das Américas.
Desta vez, o camisa 13 subiu sozinho, quase flutuando na área, para completar, com testada firme, a cobrança de escanteio de Arrascaeta e balançar o barbante palmeirense aos 21 minutos da etapa final.
Em Lima, o duelo valia mais do que a conquista do torneio sul-americano, em um clássico de rivalidade acirrada a partir de uma série de decisões, em especial para os cariocas, com um tempero especial: a revanche. Na primeira e única vez que haviam se enfrentado na decisão da Libertadores, em 2021, melhor para o Verdão.
Ambos tinham em disputa a hegemonia do futebol brasileiro e sul-americano. Somente nos últimos nove anos, cariocas e paulistas, juntos, conquistaram seis taças da Série A (quatro palmeirenses e duas rubro-negras), três da Copas do Brasil (duas cariocas e uma paulista) e quatro da Libertadores (duas para cada).
Nas quatro linhas, a bola fez valer o retrospecto e o equilíbrio foi predominante na relva peruana. Com estilos de jogo claramente definidos, o Flamengo tomou conta das ações ofensivas durante toda a primeira etapa. Já o Palmeiras não fez questão de ter a posse, marcou em bloco baixo e abusou das bolas longas.
A primeira finalização só aconteceu aos 11 minutos: em uma rápida trama, Samuel Lino encontrou Arrascaeta, que, na entrada da área, teve a finalização desviada para fora.
O primeiro grande lance da decisão só foi acontecer aos 29 minutos, e ficou por conta da arbitragem. Bruno Fuchs fez falta em Arrascaeta. Logo após o apito do argentino Dario Herrera, o defensor palmeirense deu um leve bico na bola, o suficiente para tira-lá de Pulgar.
Imediatamente após o toque na bola de Fuchs, o volante flamenguista acertou — e deixou as marcas — de suas travas na canela do zagueiro ainda com o jogo parado. Por conta disso, o árbitro apresentou o cartão amarelo ao chileno. O lance foi muito questionado pelos palmeirenses, que pediam a expulsão do camisa 5.
E assim, neste cenário, o jogo se arrastou durante toda a primeira etapa. Já para o segundo tempo, o ímpeto de ambos foi diferente. Logo nos primeiros minutos, os comandados de Abel Ferreira impuseram o ritmo de jogo e conseguiram boas oportunidades com Allan e Vitor Roque. No lance seguinte, Arrascaeta foi travado por Gustavo Gómez dentro da área.
O lance decisivo aconteceu alguns minutos depois. Após cobrança de escanteio do camisa 10 do Fla, Danilo cabeceou e, com ajuda da trave, marcou o tento da Glória Eterna. O Palmeiras ainda criou algumas chances com Vitor Roque e Murilo — o atacante levou perigo, na pequena área —, mas, desta vez, a celebração foi do Flamengo.