O Corinthians antecipou o pagamento da terceira parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD) e conseguiu derrubar o transfer ban imposto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em outubro do ano passado. A transferência de R$ 7 milhões foi realizada com dez dias de antecedência, já que venceria no dia 17.
A CNRD é o órgão da CBF responsável por intermediar acordos entre clubes, atletas e empresários, e puniu o Corinthians com um transfer ban após atraso de uma parcela da renegociação de suas dívidas — entre elas está a compra de Raniele junto ao Cuiabá. O valor em atraso, de R$ 780 mil, teria de ser pago no dia 17 de outubro de 2024. A punição veio no dia 20 e, no mesmo dia, o clube fez o pagamento, mas continuou punido.
Apesar da resolução, o clube ainda está impedido de registrar jogadores, pois continua em vigor o transfer ban imposto pela Fifa em agosto, por causa da dívida de R$ 33 milhões — sem considerar ainda juros e multas — com o Santos Laguna, do México pela compra do equatoriano Félix Torres.
Ao final de 2025, havia expectativa de resolver a situação até o começo desta semana, mas o bloqueio de 50% da premiação da Copa do Brasil pela Caixa Econômica Federal atrapalhou os planos. De qualquer forma, as negociações com os mexicanos estão em andamento, e a diretoria corintiana está otimista de que pode fazer o pagamento nos próximos dias.
Além de derrubar a punição da CBF, o Corinthians solucionou outros problemas financeiros pelos quais era assombrado há algum tempo. É caso do pagamento de R$ 40 milhões realizado para quitar dívida com o paraguaio Matías Rojas, que aceitou abrir mão dos juros.
Pelo título do torneio nacional, o Timão teve direito a premiação de quase R$ 100 milhões. O time bateu o Vasco da Gama na decisão. Um acordo do Corinthians com a Caixa, porém, travou R$ 35 milhões do montante. O motivo são as obrigações de pagamento do time paulista pela construção da Neo Química Arena.
Acordo do Timão com o banco estatal determina que 50% dos recebíveis de premiações e 30% dos valores brutos de vendas de atletas sejam reservados como garantia ao banco.