A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rejeitou a solicitação do Fortaleza para participar do Brasileirão Feminino A1. Conforme apuração em primeira mão do Esportes O POVO, a decisão ocorreu porque o pedido do Tricolor foi feito fora do prazo estipulado, uma vez que os demais clubes envolvidos já trabalhavam o calendário sem a equipe cearense no planejamento.
A maior entidade do futebol brasileiro chegou a estender o prazo até o fim de dezembro. A solicitação do Fortaleza, porém, foi enviada apenas nessa terça-feira, 6, após o clube voltar atrás na decisão de encerrar o projeto do futebol feminino. Nos bastidores, a Federação Cearense de Futebol (FCF) tentou intermediar a situação, mas sem sucesso.
Encerrado o prazo, a CBF realizou a substituição de clubes. Além do Fortaleza, o Real Brasília — que tinha vaga assegurada na A1 — comunicou que não participaria da competição por falta de recursos. Essa havia sido a mesma justificativa apresentada pelo Tricolor para o encerramento do projeto da modalidade. Vitória e Mixto assumem as vagas.
A mudança de postura do Fortaleza ocorreu no início de 2026, a partir da possibilidade de formação de uma parceria com o R4, equipe de Juazeiro do Norte comandada pelo ex-jogador Ronaldo Angelim, que teve passagens marcantes por Fortaleza e Flamengo. O Esportes O POVO apurou que, mesmo sem a vaga no Brasileirão Feminino A1, o clube do Pici mantém o interesse em se unir ao time do Cariri para disputar o Campeonato Cearense e o Brasileiro Sub-17.
Nos bastidores, o novo CEO do Fortaleza, Pedro Martins, manifestou internamente o desejo — embora não esteja diretamente à frente das decisões do futebol feminino — de que o clube mantenha uma equipe em atividade em 2026. No momento, há uma mobilização da diretoria para que um time seja formado e entre em campo ainda nesta temporada.
Com Iara Costa