Apesar do rebaixamento do Fortaleza, Adam Bareiro terminou a temporada passada como um dos grandes destaques do clube. O centroavante paraguaio inicia este ano como um nome central na reconstrução do plantel e sob grandes expectativas, sobretudo em relação à fase goleadora que mostrou na reta final da campanha na Série A de 2025.
Comprado por 1,8 milhão de dólares — cerca de R$ 9,8 milhões na cotação da época —, Bareiro tem vínculo contratual com o Tricolor até o final de 2027. No Pici, Bareiro viveu os dois lados da moeda: as críticas e os elogios. Em seu começo de trajetória com o manto vermelho-azul-e-branco, correspondeu pouco e ficou marcado por falhas em campo.
Perdeu pênalti — e rebote — em um duelo contra o Mirassol, no Castelão. Em outros jogos, desperdiçou chances claras para balançar as redes. Foi expulso. Mas isso não o abalou. Deu a volta por cima e, entre a 26ª e a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, passou a ser o jogador mais decisivo do clube. Neste recorte, em que disputou 11 partidas, marcou sete gols e deu duas assistências.
Diferentemente de outros atletas da posição, como Lucero e Deyverson, que possuem um salário totalmente incompatível com o atual orçamento do clube e não fazem parte do planejamento para 2026, Bareiro é tido, internamente, no Fortaleza, como uma das prioridades de permanência. Não à toa, o Leão tem feito esforços, sobretudo financeiros, para continuar com o centroavante.
O Esportes O POVO apurou, entretanto, que, apesar do desejo do Fortaleza, caso surja alguma boa proposta pelo centroavante, uma negociação pode ocorrer para sua saída — contexto potencializado pelo momento de crise que assola o Pici, de dívidas e dificuldade em adequar o elenco para um patamar financeiro compatível com a realidade.
Por enquanto, a tendência é de que Bareiro siga, de fato, no Fortaleza. O paraguaio, inclusive, deve ser titular da equipe na estreia do Campeonato Cearense, amanhã, no Clássico das Cores contra o Ferroviário, em duelo que acontece no Presidente Vargas, na Capital, às 18 horas. A partida também marca a primeira vez do técnico Thiago Carpini na beira do campo comandando o Leão.
De acordo com o repórter Miguel Júnior, da Rádio O POVO CBN, o treinador deve escalar o Fortaleza da seguinte maneira: Brenno; Eros Mancuso, Emanuel Brítez, Tomás Cardona e Diogo Barbosa; Lucas Sasha, Pierre e Pochettino; Herrera, Adam Bareiro e Moisés. A equipe é quase toda formada por jogadores oriundos do elenco de 2025 — a exceção é Cardona, que retornou de empréstimo e deve ser utilizado neste ano.