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Fortaleza passa por reformulação completa nas laterais e vai ao mercado por reforços
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Fortaleza passa por reformulação completa nas laterais e vai ao mercado por reforços

Tricolor não fica com Tinga, Mancuso, Diogo Barbosa, Bruno Pacheco e Weverson para 2026, tem Mailton como cara nova na posição e terá de buscar mais três jogadores
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Mancuso, lateral do Fortaleza, deve ser emprestado ao Estudiantes (Foto: Mateus Lotif / Fortaleza EC)
Foto: Mateus Lotif / Fortaleza EC Mancuso, lateral do Fortaleza, deve ser emprestado ao Estudiantes

Um setor do sistema defensivo do Fortaleza será 100% renovado para a temporada 2026: as laterais. Antes com nomes longevos e consolidados em cada lado, o Tricolor se despediu de cinco atletas da posição que estavam no elenco no ano passado e terá de contratar mais peças, já que, neste momento, conta com apenas um jogador de origem para a função.

Na direita, o clube do Pici tinha Tinga e Mancuso. O primeiro, ídolo do clube e multicampeão, encerrou a longa trajetória após o rebaixamento para a Série B e rescindiu contrato para se transferir para o Coritiba. Já o argentino, contratado no decorrer de 2024, até atuou nas partidas contra Ferroviário e Quixadá, pelo Campeonato Cearense deste ano, mas será emprestado ao Estudiantes, da Argentina.

Os laterais tinham características diferentes, já que Tinga tinha maior poder de marcação, com forca física e jogo aéreo, enquanto Mancuso era mais ofensivo — destacou-se na reta final do Brasileirão, sob o comando de Martín Palermo. Diante da saída do camisa 2, o Leão agiu rápido e contratou Maílton, emprestado pelo São Paulo, também um defensor de maior presença no ataque.

Se antes eram duas boas opções à disposição de Thiago Carpini para uma temporada de Série B — atuaram juntos na goleada sobre o Quixadá, com Mailton na direita e Mancuso na esquerda —, agora o Fortaleza terá de buscar mais um lateral-direito para preencher lacuna. O nome de Aderlan, ex-Sport, esteve em pauta, mas não deve avançar.

Já pela esquerda, o Leão tinha três jogadores da posição e também passa por uma reformulação total. Bruno Pacheco, no último dia de 2025, foi à Justiça alegando débitos do clube e pediu rescisão indireta de contrato. O camisa 6 e o Tricolor chegaram a um acordo, e o jogador partiu para a Chapecoense. Apesar das lesões, Pacheco foi o dono da posição nas últimas três temporadas.

Contratado no ano passado, Diogo Barbosa não conseguiu se firmar no Pici, convivendo com críticas da torcida, e tem vínculo até o fim deste ano. Ele chegou a atuar na estreia da temporada, diante do Ferroviário, mas depois saiu dos planos da comissão técnica em meio a conversas com outras equipes — ainda sem um desfecho.

Weverson, que retornou de Portugal para defender o Tricolor no decorrer de 2025, disputou apenas quatro jogos e não conquistou espaço. O defensor também não está no planejamento da temporada — foi relacionado apenas para o Clássico das Cores, no primeiro jogo do ano — e deverá deixar o clube em breve.

A lateral esquerda, portanto, inspira uma urgência maior por caras novas, já que até mesmo Mancuso, que já atuou improvisado por lá, despediu-se. O Fortaleza deve acertar com dois nomes para a posição. Marcelo Hermes, que disputou a Série A do ano passado pelo Juventude, com Carpini, teve conversas com o Leão ainda em dezembro, mas retornou ao Criciúma após o empréstimo e tem sido utilizado pelo Tigre.

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