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Lula se reúne com Infantino e pede que Mundial de Clubes de 2029 seja no Brasil
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Lula se reúne com Infantino e pede que Mundial de Clubes de 2029 seja no Brasil

Presidente da República se reuniu com chefe da Fifa em reunião voltada à organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será no Brasil
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Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, Lula, presidente da República e Gianni Infantino, presidente da Fifa
 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Foto: Ricardo Stuckert / PR Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, Lula, presidente da República e Gianni Infantino, presidente da Fifa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a Gianni Infantino, chefe máximo da Fifa, que o Mundial de Clubes de 2029 seja disputado no Brasil, conforme antecipado pelo jornalista Lauro Jardim e confirmado pelo Estadão. O pedido ocorreu nesta segunda-feira, 26, durante reunião em Brasília (DF), cujo tema principal foi a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no País.

Infantino está no Brasil para divulgar o torneio feminino e esteve no Rio de Janeiro, neste domingo, 25, em evento para o lançamento da marca do campeonato. Depois disso, seguiu para a capital federal, onde se encontrou com Lula.

Samir Xaud e Gustavo Dias, presidente e vice da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), respectivamente, também participaram da reunião, que contou ainda com a presença de André Fufuca, ministro do Esporte.

Nesta segunda, após uma reunião de mais de uma hora com Infantino e Lula em Brasília, Xaud reiterou que buscará trazer a competição para o Brasil em 2029. "Esse é um assunto que a gente já lançou. Ainda não se lançou a campanha em si, mas a gente já se fala nos bastidores. Vamos trabalhar para isso", disse o presidente da CBF aos repórteres.

O processo de candidatura sequer está aberto, mas o lobby da entidade máxima do futebol brasileiro já foi colocado em prática há algum tempo. Xaud, inclusive, falou publicamente sobre o interesse em trazer o Mundial de Clubes para o País, em declaração oficial ao site da CBF, em junho do ano passado.

"Tudo começou com uma conversa de apresentação. Falei dos meus objetivos à frente da CBF e disse que queremos estar mais próximos da Fifa. Elogiei o evento e o nível dos clubes brasileiros e, por fim, coloquei o país à disposição para receber a próxima Copa do Mundo. O presidente Gianni Infantino ficou muito feliz, disse que é totalmente possível. Agora vamos trabalhar para que dê certo. Vai ser um golaço", afirmou na ocasião.

Com a presença de Infantino no Brasil, os líderes do futebol brasileiro aproveitaram para intensificar as articulações para sediar o torneio de clubes daqui a três anos. Por enquanto, o único time nacional garantido na disputa é o Flamengo, vencedor da Libertadores de 2025. Na edição inaugural do evento, vencida pelo Chelsea na temporada, o time carioca foi até as quartas de final, assim como o Palmeiras. O Botafogo caiu na oitavas, enquanto o Fluminense foi o melhor brasileiro, parando na semifinal.

A Espanha, segundo relatos da imprensa espanhola, também é um candidato a organizar o torneio. A Real Federação Espanhola de Futebol não confirmou essa intenção.

O técnico da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, também esteve presente na reunião no Palácio do Planalto, mas, assim como Lula, não falou com a imprensa. Infantino não abordou o desejo do Brasil de receber a Copa do Mundo de Clubes em 2029.

Segundo o presidente da Fifa, o "tema principal" da reunião foi a Copa do Mundo Feminina, que o Brasil sediará em 2027. "Será a melhor Copa do Mundo da história do futebol. Teremos entre 3 e 4 milhões de torcedores" nos oito estádios que receberão o torneio entre junho e julho de 2027, disse Infantino, um dia após o lançamento da contagem regressiva para o evento em uma cerimônia no Rio de Janeiro.

Infantino também comentou as declarações de seu antecessor, Sepp Blatter, que nesta segunda-feira pediu aos torcedores que "evitassem os Estados Unidos" durante a Copa do Mundo, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho deste ano, por motivos de segurança.

"As pessoas querem ir, e as pessoas irão e celebrarão, e todos nós celebraremos juntos", disse Infantino em resposta.

As declarações de Blatter, que renunciou à presidência da Fifa em 2015, em meio ao escândalo de corrupção e suborno conhecido como FIFAGate, surgem em meio a apelos na Europa para boicotar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, em resposta ao desejo declarado do presidente americano Donald Trump de anexar a Groenlândia.

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