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Estreantes no Clássico-Rei, Mozart e Carpini colocam invencibilidade à prova
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Estreantes no Clássico-Rei, Mozart e Carpini colocam invencibilidade à prova

Treinadores de Ceará e Fortaleza vão se enfrentar pela terceira vez na carreira, a primeira no principal confronto do futebol local, no próximo domingo, 8
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Thiago Carpini, técnico do Fortaleza, e Mozart Santos, treinador do Ceará (Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO e FCO FONTENELE)
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO e FCO FONTENELE Thiago Carpini, técnico do Fortaleza, e Mozart Santos, treinador do Ceará

O duelo à beira do campo no próximo domingo, 8, a partir das 18 horas, no Castelão, terá dois novatos em Clássicos-Rei. Mozart Santos, técnico do Ceará, e Thiago Carpini, treinador do Fortaleza, vão disputar o principal duelo do futebol cearense pela primeira vez e colocarão à prova a invencibilidade deste início de trabalho, com pouco menos de um mês de temporada.

Mozart chegou a Porangabuçu depois do título da Série B e respaldado por dois acessos consecutivos à elite nacional — além da taça com o Coritiba-PR, também subiu com o Mirassol-SP.

Até agora, o ex-volante conquistou cinco vitórias e um empate em seis jogos à frente do Vovô, com destaque para o setor ofensivo: 16 gols marcados, melhor ataque do Campeonato Cearense. O comandante tem utilizado o 4-3-3, esquema geralmente adotado por ele, adaptando Matheus Araújo como ponta e usando Vina como um segundo atacante em alguns momentos, ao lado de Lucca.

"É um jogo bem especial para nós. Sei da importância, é o meu primeiro (Clássico-Rei). A gente faz tantas vezes isso aqui, mas é importante sempre se mobilizar para fazer um jogo como esse e muito mais se tratando de um clássico. Além disso, nós queremos nos consolidar na primeira colocação geral e esse duelo passa por isso", destacou Mozart.

Carpini, por sua vez, também tem um acesso à Série A no currículo, à frente do Juventude-RS, e teve passagens recentes por São Paulo e Vitória-BA, fatores que contribuíram para o Tricolor contratá-lo — além do modelo de jogo.

No comando do Leão, o ex-zagueiro soma quatro triunfos e dois empates em seis partidas, com a defesa em destaque: somente um gol sofrido, o setor menos vazado do Estadual. Ainda sem laterais-esquerdos e com poucos atacantes à disposição, o técnico adotou o 3-5-2, improvisando Lucas Crispim na ala e dando maior sustentação à retaguarda, mas ainda demonstrando carências ofensivas.

"Um jogo diferente, especial, um clássico. Muitas coisas vão ser questionadas pós-jogo: com uma vitória, estamos prontos para subir; uma derrota, terra arrasada. Só que a gente não vê futebol dessa maneira. A gente vem construindo ideias. Claro que fazer um bom jogo contra o rival é muito importante, buscar a vitória contra o rival é fundamental, mas a gente sabe que é um jogo diferente, atípico, e vai se preparar bem para esse jogo", ponderou Carpini.

Será também o primeiro compromisso dos técnicos como mandante na Arena Castelão, já que alvinegros e tricolores sediaram os jogos no Presidente Vargas neste início de temporada. Foram dois meses de intervalo sem partidas no Gigante da Boa Vista, desde o encerramento da Série A.

O confronto de estratégias movimentará o dérbi cearense, já que os dois trabalhos são recentes, ambos os elencos passaram por reformulação e ainda têm lacunas importantes. No setor ofensivo, o Ceará conta com mais peças, como Juan Alano, Matheusinho e Fernandinho. Do lado do Fortaleza, a expectativa é pelo recém-chegado Vitinho, que ainda não foi anunciado e precisa ser regularizado.

Os treinadores se enfrentaram apenas duas vezes na carreira. Em 2023, Thiago Carpini estava no Juventude e ganhou do Mirassol de Mozart por 1 a 0, pela Série B. No ano seguinte, Mozart seguia à frente do Leão Caipira e arrancou empate por 1 a 1 com o São Paulo de Carpini, pelo Paulistão.

Estádio Arena Castelão, em Fortaleza
Estádio Arena Castelão, em Fortaleza

Com Clássico-Rei, Castelão volta a sediar jogo após intervalo de dois meses

Palco principal do futebol cearense, a Arena Castelão receberá o primeiro jogo em 2026 no próximo domingo, 8, quando Ceará e Fortaleza vão disputar o Clássico-Rei, a partir das 18 horas, pela última rodada da segunda fase do Campeonato Cearense. Foram dois meses de intervalo sem partidas no Gigante da Boa Vista, que passou por revitalização do gramado.

O jogo mais recente no estádio foi no dia 7 de dezembro, quando o Vovô foi derrotado por 3 a 1 pelo Palmeiras, pela rodada final do Brasileirão, e acabou rebaixado para a Série B. No caso do Tricolor, o último compromisso na Arena foi no dia 3 de dezembro, dia em que ganhou do Corinthians por 2 a 1.

Dias depois do encerramento da temporada passada, a administração do Castelão já deu início às obras no campo, em processo que envolveu descompactação e aeração do solo, reposição de adubos e corretivos e cortes.

A Arena sediou 52 partidas em 2025, entre Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Série A e Libertadores. Foi um dos estádios mais utilizados do futebol brasileiro no ano.

No início desta temporada, Ceará e Fortaleza atuaram como mandante no Estádio Presidente Vargas, inclusive já na segunda fase do Estadual. A retomada do Gigante da Boa Vista ficou "reservada" para o Clássico-Rei, palco de preferência de Vovô e Leão.

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