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Clássico-Rei tem clima morno no estádio e registros de brigas nas ruas
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Clássico-Rei tem clima morno no estádio e registros de brigas nas ruas

O jogo teve mais de 34 mil pagantes, mas as arquibancadas refletiram um jogo ruim dentro de campo. Fora dele, cerca de 350 pessoas foram detidas por confrontos
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Torcidas de Ceará e Fortaleza estiveram presentes no primeiro Clássico-Rei de 2026 (Foto: Montagem sobre fotos de Samuel Setubal)
Foto: Montagem sobre fotos de Samuel Setubal Torcidas de Ceará e Fortaleza estiveram presentes no primeiro Clássico-Rei de 2026

O primeiro Clássico-Rei do ano não chamou tanta atenção pelo que ocorreu em campo na tarde deste domingo, 8. Na Arena Castelão, o que se viu foi um 0 a 0 com poucas grandes chances de gols e arquibancadas menos cheia do que nos duelos mais recentes entre as equipes.

Os motivos por uma menor presença de alvinegros e tricolores são diversos, entre eles, o pequeno peso esportivo da partida, o dia chuvoso em Fortaleza, o ciclo pré-carnavalesco e um natural desinteresse por se tratar do primeiro duelo após o rebaixamento de ambas as equipes no Brasileirão. Foram 34,7 mil torcedores presentes, bem menos que os 51,1 mil torcedores no último duelo entre os dois, ainda na primeira divisão.

Por ser mandante e ter direito a entrada franca e desconto aos sócios-torcedores, o Ceará teve uma maior presença de público no Castelão. Do lado do Fortaleza, o comparecimento foi baixo, com muitos lugares vazios podendo ser observados.

Na arquibancada, a festa também foi tímida, com os alvinegros exibindo seis bandeirões e os tricolores expondo fitas coloridas com os tons do clube. No momento das escalações, houve um ânimo maior dos adeptos do Vovô quando foram anunciados atletas como Vina e Zanocelo.

Os tradicionais cânticos de ambos os lados do duelo existiram durante os 90 minutos, mas perderam intensidade em certo ponto devido à (má) qualidade do jogo. O momento de maior "pressão" vindo das tribunas do Gigante da Boa Vista foi quando, aos quatro minutos, houve um princípio de confusão entre os protagonistas do espetáculo.

Do lado de fora, e bem distante, da praça esportiva, o Clássico-Rei não foi de calmaria. Segundo dados divulgados pela Polícia Militar do Ceará (PM-CE), cerca de 350 pessoas foram detidas por suspeita de participação em confrontos de torcidas organizadas.

Conforme registros da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) três pessoas ficaram feridas e foram socorridas após os acontecidos. O incidente mais grave ocorreu no cruzamento das avenidas Major Assis e Coronel Carvalho, no bairro Jardim Iracema, com imagens de um homem sendo espancado por várias pessoas e estando aparentemente desacordado.

Segundo a PM, este confronto terminou na captura de 165 suspeitos, conduzidos pelo Comando Tático Motorizado (Cotam) para a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco). No bairro Edson Queiroz o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) detiveram 103 adultos e 81 adolescentes suspeitos de confrontos na região.

Junto deles, também foram apreendidas armas brancas, artefatos explosivos, entorpecentes, rojões, isqueiros e outros objetos. Entre a avenida Paulino Rocha e a rua Parnamirim, o CPRaio prendeu oito adultos autuados no  13º Distrito Policial pelos crimes de associação criminosa e tumulto.

Na ação, também foram encontrados artefatos explosivos artesanais, ripa de madeira, maconha, motocicleta e carro. Segundo nota a imprensa, o CPRaio também teve operações bem sucedidas em outros bairros fortalezenses.

"O CPRaio também capturou um adolescente e um adulto no bairro Bom Jardim envolvidos em conflito... E no Passaré, o CPRaio conduziu um homem com três artefatos explosivos em um carro", diz a nota.

Com informações de Lucas Barbosa e Victor Barros

 

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