A pesquisa utilizou o sistema de classificação Nova, diferente das demais classificações, nas quais alimentos como leites achocolatados e leites não processados acabavam entrando na mesma categoria. A classificação Nova categoriza esses produtos através da extensão e do propósito do seu processamento entre alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados.
Quando analisados, somente 0,6% dos leites classificados como não processados ou minimamente processados apresentaram aditivos cosméticos. Eles também não apresentaram excessos de nutrientes ou sabores e cores artificiais. No entanto, 99.8% das bebidas lácteas ultraprocessadas apresentaram nutrientes em excesso, 96%, aditivos cosméticos, e 83% sabores ou cores artificiais.
Dentre os nutrientes encontrados em excesso nos alimentos analisados, estão principalmente sódio, açúcar e gorduras, cujo consumo está associado a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e cânceres. Além desses há, segundo a pesquisadora Daniela Canella, outros elementos como o amido modificado e o açúcar invertido que não são tão conhecidos e sobre os quais não há pesquisas suficientes para avaliar o possível dano à população.