A prevenção da cárie dentária, relata a professora universitária, está diretamente relacionada à exposição regular dos dentes ao flúor proveniente dos cremes dentais, e não apenas ao tempo prolongado de escovação.
Na prática, a escovação deve ser compreendida não como um ato isolado e prolongado, mas um hábito repetido ao longo do dia, capaz de garantir a presença constante do flúor no meio bucal — "Mais importante do que escovar por longos períodos é repetir esse hábito diariamente e permitir que o flúor permaneça na boca após a escovação", diz.
De forma geral, a escovação com frequência de até três vezes ao dia, com duração média de cerca de dois minutos, é suficiente para promover a liberação eficaz do flúor e garantir proteção anticárie adequada.
"Em crianças, a escovação deve ocorrer duas a três vezes ao dia, com atenção especial à escovação noturna, utilizando a quantidade correta de dentifrício para cada idade e sempre sob supervisão, a fim de evitar a ingestão excessiva de flúor", exemplifica Cecília Atem.
Já no caso dos adolescentes, expostos a um maior consumo de açúcares e outras situações que favorecem o acúmulo de biofilme dental (como o uso de aparelhos ortodônticos), duas palavras-chave são essenciais: a frequência e a qualidade da escovação.
A atenção deve ser redobrada aos adultos e idosos, considerando a maior ocorrência de recessões gengivais (afastamento do tecido da gengiva da linha do dente), risco aumentado de cárie radicular e, muitas vezes, redução do fluxo salivar.