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Exposição em Berlim trata do isolamento e da crise sanitária e econômica ocasionada pela pandemia

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Manequins enrolados em fita isolante ficam em frente ao famoso Portão de Brandemburgo em Berlim em 31 de março de 2021, como parte do Corona Memorial do artista alemão Dennis Josef Meseg chamado
Foto: JOHN MACDOUGALL / AFP Manequins enrolados em fita isolante ficam em frente ao famoso Portão de Brandemburgo em Berlim em 31 de março de 2021, como parte do Corona Memorial do artista alemão Dennis Josef Meseg chamado "It is like it is". A mostra em movimento será montada perto de vários pontos de referência da capital alemã nos próximos dias.

Manequins enrolados em fita isolante foi expostos ontem, 31, em frente ao famoso Portão de Brandemburgo, em Berlim, na Alemanha. A mostra é parte do Corona Memorial do artista alemão Dennis Josef Meseg, chamado "It is like it is" (algo como "É o que parece", em português). A instalação em movimento foi inaugurada em abril de 2020 e segue sendo montada perto de vários pontos de referência da Alemanha. 

No site da instalação, o artista explica que o tema do coronavírus não pode ser ignorado por ninguém, não importa a classe social ou idade. "Um equalizador mortal que iguala mentalmente as pessoas e as une de uma forma sem precedentes em seu medo, suas perdas, sua solidão e necessidade", aponta o texto. A mostra tenta, então, tornar "tangível o incompreensível".

Manequins enrolados em fita isolante ficam em frente ao famoso Portão de Brandemburgo em Berlim em 31 de março de 2021, como parte do Corona Memorial do artista alemão Dennis Josef Meseg chamado "It is like it is". A mostra em movimento será montada perto de vários pontos de referência da capital alemã nos próximos dias.
Manequins enrolados em fita isolante ficam em frente ao famoso Portão de Brandemburgo em Berlim em 31 de março de 2021, como parte do Corona Memorial do artista alemão Dennis Josef Meseg chamado "It is like it is". A mostra em movimento será montada perto de vários pontos de referência da capital alemã nos próximos dias. (Foto: JOHN MACDOUGALL / AFP)

Os manequins, antes comuns em vitrines coloridas, agora não exigem mais nada, se amontoam - o que lembra também a crise econômica que cerca e se aprofunda junto com a crise sanitária. Já a fita fita adesiva vermelha e branca, para o artista, "documenta a separação", o isolamento,  a "restrição dos direitos básicos de todas as pessoas". "Uma comunidade familiar é dividida em um rebanho de indivíduos, todos separados e cada um ansiando por uma proximidade íntima", indica.

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