Farol

Para organizadores, ameaças à eleição turbinaram eventos

Edição Impressa
Tipo Notícia

Os organizadores de novas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, realizadas ontem, registraram um aumento no número de atos nos estados após a ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, de que não haverá eleições caso o voto impresso não seja adotado no País. A decisão do presidente de entregar o comando da Casa Civil para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), principal expoente do Centrão, também impulsionou o movimento.

Segundo Raimundo Bonfim, líder da Central de Movimentos Populares (CMP) e um dos principais líderes das manifestações, foram agendados 123 novos atos pelo Brasil nas 24 horas seguintes à divulgação das ameaças e o acerto com o Centrão. Ao todo, os organizadores contabilizaram 426 eventos marcados em todos os Estados.

Segundo Bonfim, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), esteve no centro dos protestos do sábado, já que só ele tem a prerrogativa de aceitar um dos pedidos de impeachment que foram protocolados na Câmara.

O senador Humberto Costa (PT-PE), que integra a CPI da Covid, avaliou que o ato de ontem foi o que contou com o maior número de participantes. Segundo ele, os manifestantes estavam "muito indignados com os fatos recentes", em referência às questões reveladas pela CPI e as ameaças às eleições feitas por Bolsonaro e agora também pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto. (das agências)

 

Essa notícia foi relevante pra você?
Logo O POVO Mais