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Milei culpa "grupo violento" por pedradas e nega corrupção
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Milei culpa "grupo violento" por pedradas e nega corrupção

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O presidente argentino, Javier Milei, acusou nesta quinta-feira (28) “um grupo violento” pelo ataque com pedras que ocorreu na véspera, e negou as acusações de corrupção contra sua irmã, Karina, ao discursar para empresários.

O incidente ocorreu em meio a um escândalo por suspeita de corrupção envolvendo fundos para pessoas com deficiência, dias antes das eleições provinciais em Buenos Aires, e a dois meses das eleições legislativas nacionais.

“Ontem, em um ato de campanha, vivenciamos uma situação aberrante. Um grupo violento entrou e começou a atirar pedras em nós”, disse Milei ao Conselho Interamericano de Comércio e Produção. O porta-voz da Presidência informou que duas pessoas foram detidas por atentar contra Milei e sua comitiva.

O presidente disse que o ataque "ocorreu em um contexto de operações difamatórias grosseiras", uma referência às acusações de corrupção, que determinadas "artimanhas da casta" - como ele se refere à elite política - para "defender suas preferências".

Novos incidentes foram registrados na tarde de hoje, durante uma caminhada de encerramento de campanha na província de Corrientes, que elegerá seu governador no próximo domingo.

A irmã do presidente, que participou do ato, precisou se retirar às pressas, em meio a uma troca de empurrões e socos entre militantes do governo e do peronismo (oposição), noticiou o canal LN+.

O escândalo em torno de uma suposta esquema de corrupção começou com a divulgação, a partir do último dia 19, de gravação de áudio atribuída ao então diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, demitido logo após o vazamento. Nas gravações, uma suposta voz de Spagnuolo atribuiu a Karina Milei uma cobrança de 3% sobre as compras da Andis junto à drogaria Suizo Argentina, que negou a acusação.

As eleições provisórias de 7 de setembro e as nacionais de 26 de outubro vão renovar parcialmente a composição do Congresso e servir como uma tributação do governo Milei, que controlar conseguiu a inflação, mas a um alto custo social, devido a um corte severo dos gastos públicos.

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