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Mais de 300 cartões da Caixa fraudados são apreendidos no Ceará
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Mais de 300 cartões da Caixa fraudados são apreendidos no Ceará

Operação Cartão Família, a Polícia Federal (PF) identificou 86 contratações fraudulentas, que resultaram na emissão de 336 cartões de crédito no período de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo de mais de R$ 600 mil
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Mais de 300 cartões da Caixa Econômica Federal emitidos fraudulentamente de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54 (Foto: Reprodução/ Polícia Federal)
Foto: Reprodução/ Polícia Federal Mais de 300 cartões da Caixa Econômica Federal emitidos fraudulentamente de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54

A Operação Cartão Família, deflagrada nesta sexta-feira, 29, desarticula uma organização criminosa suspeita de fraudar, no Ceará, a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica Federal – mediante o uso de dados e documentos falsos.

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Durante a ação, 86 contratações fraudulentas foram identificadas pela Polícia Federal (PF), que resultaram na emissão de 336 cartões de crédito no período de janeiro a abril de 2024. O prejuízo confirmado é de R$ 637.738,54.

O esquema envolvia a utilização de informações pessoais de terceiros para a emissão irregular de cartões de crédito, cujos limites eram rapidamente esgotados em estabelecimentos comerciais suspeitos, distribuídos em diversos municípios do Ceará.

De acordo com o inquérito policial, o núcleo central da organização alterava cadastros para direcionar os cartões para um endereço familiar previamente definido.

Em seguida, os cartões eram recebidos e desbloqueados com o auxílio de números de telefone vinculados a contas bancárias e chaves PIX. As investigações também apontam para a possível utilização de identidades falsas para ocultar a autoria das contratações.

As apurações do caso foram iniciadas após a Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (CECAC) da Caixa Econômica Federal ter identificado movimentações atípicas e indícios de fraude sistêmica e prontamente comunicar as ações às autoridades federais para a devida apuração.

No momento do cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados, foram apreendidos itens como:

  • Diversos aparelhos celulares;
  • Chips de telefonia móvel;
  • Documentos de terceiros alheios à residência;
  • Cartões de crédito;
  • Cheques bancários;
  • Outros materiais.

Conforme a PF, neste momento inicial, os materiais já confirmam as suspeitas da investigação policial. Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

Os alvos da investigação poderão responder pelos seguintes crimes:

  • Estelionato contra a Caixa Econômica Federal (art. 171, §3º, do Código Penal);
  • Associação criminosa (art. 288);
  • Falsidade ideológica (art. 299);
  • Uso de documento falso (art. 304);
  • Lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998).

A PF também informa que continuará com a análise técnica e pericial do material apreendido para identificar outros possíveis envolvidos nos crimes e esclarecer o modo de atuação da organização.

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