Em nota enviada ao O POVO, a Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (Sedih) informou que até o momento "não registrou demandas específicas relacionadas ao atual contexto internacional envolvendo a Venezuela (e ataque dos EUA)".
De janeiro a novembro de 2025, foram 646 imigrantes atendidos pela (Sedih). De acordo com a assessoria de imprensa da Sedih, os venezuelanos lideram com 31% da demanda.
A lista se completa com atendimentos direcionados para migrantes da Guiné-Bissau (17%), Cuba (17%), Colômbia (10%) e Argentina (5%).
Ainda assim, segundo o comunicado da Sedih, "o Ceará permanece preparado para acolher eventuais novos fluxos migratórios e garantir o acesso à cidadania para quem chega ao estado".
De acordo com a assessoria da Sedih, O Ceará é o único estado brasileiro a contar com duas unidades do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM). Uma localizada no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, e outra na Rodoviária, no Bairro de Fátima.
Em 2025, foi instituída a Política Estadual para Migrantes, Refugiados e Apátridas e o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Atribuição da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará.
No Ceará, os migrantes são acompanhados por equipe multidisciplinar da Sedih e recebem orientação para regularização migratória e encaminhamentos para acesso às políticas de assistência social, saúde, educação e trabalho.