Um ano após Fernanda Torres se tornar a primeira brasileira a vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz, Wagner Moura se torna o primeiro brasileiro a vencer na categoria de Melhor Ator. A conquista aconteceu neste domingo, 11, pelo seu papel em “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que também venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional.
Na categoria de atuação de drama, concorriam Michael B. Jordan (“Pecadores”), Joel Edgerton (“Sonhos de Trem”), Oscar Isaac (“Frankenstein”), Dwayne Johnson “The Rock” (“Coração de Lutador”) e Jeremy Allen White (“Springsteen”). A vitória de Moura era amplamente especulada como favorita pela imprensa internacional diante do prestígio que o brasileiro vem recebendo desde que venceu o prêmio de Melhor Ator no 78º Festival de Cannes, em maio de 2025.
A favor da vitória também houve o fato de que os concorrentes mais cotados para uma indicação no Oscar estavam na categoria de Melhor Ator em Comédia, como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Ethan Hawke.
A vitória confirma uma forte celebração ao “O Agente Secreto”, que venceu a categoria internacional contra dois fortes concorrentes: o iraniano “Foi Apenas um Acidente”, de Jafar Panahi, e o norueguês “Valor Sentimental”, de Joachim Trier. Essa vitória dupla do filme brasileiro renova o fôlego da campanha para uma indicação histórica também no Oscar 2026. O período de votação da Academia de Artes e Ciências de Hollywood será aberto nesta segunda-feira, 12.
"Quero agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso que tivemos, uma parte pequena aqui da equipe incrível que tivemos. Obrigado Wagner Moura. Que ator. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e grande amigo, essa combinação é imbatível. Eu tenho a grande honra de estar neste grupo de filmes de língua não inglesa. Esse é um momento importante para que façamos filmes. Aqui nos EUA e no Brasil. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Jovens cineastas continuem fazendo filmes", disse diretor em discurso.
O Globo de Ouro é uma premiação fundada em 1944 por jornalistas estrangeiros residentes em Los Angeles. Respondendo por uma demanda de diversidade, a organização ampliou seu corpo de votantes ao longo dos anos, especialmente nesta década, hoje sendo formado principalmente por críticos de cinema que trabalham em veículos de imprensa fora dos EUA, como O POVO.