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Trump diz que Cuba não terá mais petróleo e dinheiro; presidente cubano reage
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Trump diz que Cuba não terá mais petróleo e dinheiro; presidente cubano reage

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano
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PRESIDENTE de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Foto: MAURO PIMENTEL / AFP PRESIDENTE de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que "não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba" e sugeriu que o governo cubano "faça um acordo antes que seja tarde demais". A declaração, feita em publicação na Truth Social, ocorre em meio ao endurecimento da política americana em relação à ilha e após a recente operação militar dos EUA na Venezuela.

Na mensagem, Trump escreveu que Cuba "viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela", em troca da prestação de serviços de segurança aos últimos governos venezuelanos. Segundo ele, esse arranjo teria terminado após a ofensiva americana. "Mas não mais!", afirmou o presidente, ao declarar que "a maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos EUA nas últimas semanas".

Trump também disse que a Venezuela "não precisa mais de proteção dos bandidos e extorsionistas que os mantiveram reféns por tantos anos" e afirmou que o país agora conta com Washington. "A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, o Exército mais poderoso do mundo (de longe!), para protegê-los, e nós os protegeremos", escreveu.

A postagem foi feita pouco depois de Trump reagir, também na Truth Social, a uma outra publicação que mencionava o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como futuro "presidente de Cuba', ao comentar: "Parece bom para mim!".

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu:

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. “Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez também rebateu afirmou que o país "não recebe nem recebeu jamais qualquer compensação monetária ou material" e que tem "direito absoluto de importar combustível" de mercados dispostos a exportá-lo.

Em publicação no X, Rodríguez escreveu que Cuba nunca foi remunerada por serviços de segurança prestados a outros países e ressaltou que, "ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados". Segundo ele, Havana exerce apenas o direito soberano de manter relações comerciais, sem "a interferência ou a subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos EUA".

O ministro ainda acrescentou que "o direito e a justiça estão do lado de Cuba" e acusou Washington de agir como "um hegemon criminoso e descontrolado que ameaça a paz e a segurança não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas no mundo inteiro".

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