Bruno Ribeiro da Silva, acusado de matar a companheira Luciana Cordeiro do Nascimento, de 27 anos, relatou aos policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que matou a companheira motivado por "ciúmes do ex-marido" dela.
O homem foi preso em flagrante no município de Morada Nova, a 167 quilômetros de Fortaleza, pela Polícia Civil, a Investigação do DHPP elucidou o crime. Bruno passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira, 4.
De acordo com os autos obtidos pelo O POVO, o crime ocorreu na noite da última terça-feira, 3, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.
Bruno teria atacado Luciana com golpes de tesoura após uma discussão motivada por ciúmes. Em interrogatório à Polícia Civil o suspeito alegou ter desferido "apenas um golpe" após uma briga por motivo fútil.
Questionado pela Polícia sobre pelo menos quatro lesões causadas por golpes de tesoura contra a vítima, ele afirmou que Luciana teria cometido suicídio em seguida.
Bruno teria confessado que, após golpear Luciana, a trancou dentro da residência e fugiu levando o celular da vítima, com o objetivo de impedir que ela pedisse socorro e para não deixar pistas.
O acusado foi capturado em Morada Nova, onde planejava continuar a fuga em direção ao estado do Pará.
O corpo de Luciana foi encontrado por um motociclista de transporte por aplicativo, que prestou depoimento à Polícia.
O motorista, que havia deixado uma passageira nas proximidades, foi acionado pelo aplicativo da própria Luciana. Ao chegar ao local e não encontrar ninguém aguardando, aproximou-se da porta, notou sangue no chão e acionou a Polícia.
Conforme o inquérito policial, Bruno Ribeiro da Silva possui antecedentes violência doméstica contra uma ex-companheira e responde a processos por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, crime contra idoso, ameaça, roubo de carga e roubo a pessoa.
Luciana era estudante de administração e funcionária terceirizada da Secretaria da Saúde de Fortaleza, havia iniciado o relacionamento com Bruno, mas estava insatisfeita e sinalizava à família o desejo de terminar.
O ex-marido da vítima também prestou depoimento à Polícia e relatou que Luciana demonstrava querer voltar para ele. Ela estaria vendendo móveis e eletrodomésticos, planejando entregar a casa alugada onde morava com Bruno, mas o acusado se recusava a sair do imóvel.
Bruno já havia chegado a ameaçar o ex-marido de Luciana anteriormente.
No dia do crime, amigos e familiares convidaram Luciana para um rodízio de aniversário no bairro Parquelândia. A informação foi dada durante o depoimento à Polícia Civil, de um familiar de Luciana, que estava no restaurante e conversava com pela por meio do aplicativo WhatsApp.
Luciana confirmou presença, mas depois enviou mensagem dizendo que não iria mais, pois "estava aguardando a Polícia", relatando que Bruno queria proibi-la de sair.
Os amigos ligaram novamente, mas não foram atendidos. Posteriormente, o cunhado da vítima enviou uma mensagem afirmando que todos iriam até a casa dela para ver o que estava acontecendo e a resposta de texto desconexa "N", levantou suspeitas de que já não era Luciana quem respondia.
Ainda no restaurante, os amigos receberam a notícia de que Bruno havia matado Luciana por meio da mãe da vítima e, consternados, foram até o local do crime.
Bruno chegou a usar o Instagram da vítima para responder a familiares, alegando que não estava no local e sustentando a falsa versão de que ela havia se matado.
O ex-marido de Luciana estava no rodízio com os familiares da vítima quando recebeu a notícia da morte e relatou à Polícia que a vítima teria ido até a delegacia para denunciar Bruno, mas que desistiu.