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Itamaraty diz que embaixada foi atingida
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Itamaraty diz que embaixada foi atingida

Ministério das Relações Exteriores. Líbano
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O Ministério das Relações Exteriores confirmou ontem que a Embaixada do Brasil em Beirute foi duramente atingida pelo impacto das duas explosões na terça-feira, 4, na região portuária, mesmo estando a representação localizada no centro da capital. Uma brasileira, a mulher de um adido de Defesa da Embaixada, segundo o ministério, sofreu ferimentos, foi internada, mas passa bem.

Segundo o governo brasileiro, o impacto não causou danos estruturais ao prédio da representação, apesar da destruição. "De modo geral, as salas voltadas para o local da explosão foram mais afetadas, com janelas estilhaçadas, desabamento do forro do teto, mobília e computadores seriamente danificados. Por outro lado, salas e escritórios voltados para a cidade foram poupados. Os sistemas de comunicações, incluindo internet, eletricidade e água, funcionam normalmente. Garagem e veículos oficiais não foram afetados", disse o Itamaraty.

A nota do ministério explica que o Centro Cultural, localizado no Bairro de Achrafieh, próximo do porto, teve fachada, portas e janelas seriamente afetadas. O setor consular, situado em bairro mais distante, não sofreu danos substantivos.

A maioria dos membros do corpo diplomático, bem como da audiência, reside no Bairro de Achrafieh e arredores, seriamente afetados, em razão da proximidade com o porto, como explica o ministério.

Segundo o governo, vivem no Líbano cerca de 20 mil brasileiros, principalmente na região conhecida como Vale do Bekka. A equipe de trabalho da Embaixada é formada por 53 pessoas, entre diplomatas, funcionários locais e militares. Na força especial da Marinha, que opera na missão da ONU no Líbano, a Unifil, servem aproximadamente 200 militares brasileiros. (Agência Estado)

 

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