Opinião

A era das companhias de corpo e alma

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Tipo Notícia

Juca Máximo

jucamaximo@hotmail.com

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Vivemos em uma era que as marcas não buscam mais conquistar apenas os lucros e os grandes cifrões. Acima disso, elas buscam conquistar as pessoas, seus envolvimentos, paixões, suas causas, fazer parte dos seus grupos, entrar não só em seu bolso, mas no tão sonhado coração. As marcas querem construir um elo emocional, ter corpo e alma, ter uma bandeira a levantar, representar anseios e a imaginação do público, não mais focadas única e exclusivamente no consumo de seus produtos ou serviços.


Confirmando essa nova maneira de pensar das grandes companhias como parte sólida na sociedade, vimos à polêmica com o digital influencer Cocielo e de vídeos divulgados e compartilhados de brasileiros na copa da Rússia. Observamos como as marcas estão fortemente fincando suas bandeiras nas causas que carregam. Vimos marcas como o Itaú tirar sua campanha com o Cocielo do ar, Coca-Cola falou que não contará mais com ele em seus futuros anúncios, o Submarino afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação racista” e a Latam em nota informando que demitiu o brasileiro com o vídeo de assédio na Rússia, por não pactuar com esse tipo de posicionamento de seus colaboradores.


Esse tipo de polêmica reforça a necessidade das marcas em fazerem um histórico dos seus criadores de conteúdos, procurar e investigar mais a finco quem estão contratando para ponderar os comentários do influenciador com os valores e posicionamento da companhia. Identificar quem de fato está apto a carregar seu emblema no peito e trazer boas experiências para seus consumidores. Toda grande marca tem as seguintes perguntas: Qual o lugar que desejo assumir na mente do meu consumidor? Qual imagem desejo que ele tenha da minha empresa? São perguntas que devem ser feitas para indicar a essência de negócio da sua empresa.


De fato, as marcas e as pessoas não toleram mais: assédio, discriminação, racismo, machismo, nenhum tipo de ismo. A sociedade está cada dia mais preocupada, mais engajada e fortalecida, que tudo que fere algum grupo, ou pessoa, não passe despercebida. Bem vindo, boas práticas sociais.

 

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