Opinião

Marcelo Carvalho: A reinvenção das empresas pós-pandemia

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Marcelo Carvalho
Copresidente da Ancar Ivanhoe
 (Foto: André Telles/Divulgação)
Foto: André Telles/Divulgação Marcelo Carvalho Copresidente da Ancar Ivanhoe

Se tem uma palavra que define 2020, essa palavra é mudança. A rotina do planeta precisou ser repensada em semanas e empresas se reinventaram para que continuassem a existir. Essas mudanças no cotidiano das organizações têm sido um grande desafio, mas também uma oportunidade sem precedentes. Vivenciei isso dentro das duas organizações de que faço parte.

Projetos que, originalmente, seriam implementados em uma década, em meio à pandemia, foram colocados em prática em dias. Transformações que estavam por vir há anos foram catalisadas e fatos que pareciam inimagináveis se tornaram realidade.

Atividades como o ensino à distância e o home office, que ainda pareciam distantes, agora fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas e, em muitos casos, se mostraram mais eficientes do que os métodos tradicionais.

Vivemos uma mudança de era e não apenas uma era de mudanças. O que nos aguarda do outro lado é algo totalmente novo e desconhecido. O mundo não será o mesmo após o coronavírus e as organizações precisam saber se adaptar.

A história das empresas que prosperam ao longo dos anos nos permite fazer um paralelo com a teoria evolucionista de Charles Darwin, que diz que "não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, mas as mais suscetíveis a mudanças".

Esse cenário nos leva ao desafio de refletir sobre como iremos conduzir os negócios, não apenas no próximo semestre ou no próximo ano, e sim nas próximas décadas.

Um planejamento eficiente prepara uma organização para momentos desafiadores, porém o fator chave é ter a capacidade e a disposição para aprender, desaprender e reaprender quantas vezes for preciso.

Parte do caminho envolve incorporar nas empresas a mentalidade das startups, onde características como agilidade, flexibilidade e adaptabilidade são imprescindíveis.

Estratégias como drive-thru, click and collect e e-commerce foram implementadas em diferentes setores na pandemia. Foi preciso se reinventar e implementar soluções criando novos nichos que o mercado sequer conhecia.

Grande parte das mudanças que aconteceram vão seguir como rotina na vida pós-Covid e as empresas precisam funcionar como facilitadoras, criando uma "ponte" para o novo normal.

No varejo, entender que o comportamento do cliente mudou será essencial para revolucionar a experiência de consumo. Agora, a jornada de compra do consumidor pode começar onde, quando e como ele quiser, seja em casa, no ponto de venda físico, num locker espalhado pela cidade ou via drone. As novas possibilidades vieram para enriquecer a oferta.

Essa é a nova realidade do mercado omnichannel, proporcionando ao cliente uma experiência ainda melhor e única. Mais do que nunca, o físico e o digital precisam convergir. Quando se fala em varejo, essas experiências vão precisar evoluir de mãos dadas e de forma linear. Os ambientes online e offline vão precisar se complementar para fazer transformar a experiência de compra ainda mais profunda e significativa.

Com a ajuda da tecnologia, o varejo se abre para infinitas possibilidades de criar uma conexão com seus consumidores. O momento é de empreender, de ativar a criatividade e se abrir para o novo ou a velocidade com que as transformações acontecem nesse novo mundo vão deixar você no passado. 

 

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