Opinião

Ana Carolina Corrêa: Cachaça do Brasil e da diversidade

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Em 13 de Setembro celebramos o dia da bebida destilada genuinamente brasileira, a Cachaça. Conforme o Euromonitor, hoje, a Cachaça é o terceiro destilado produzido localmente mais consumido do mundo, perdendo para a Vodca, da Rússia, e o Soju, da Coreia.

A produção está distribuída pelo país e o empenho com sua qualidade é crescente, principalmente devido ao mercado consumidor mais exigente, mas também pela sua importância econômica e grande aceitação nos mercados nacional e internacional.

A Cachaça é produzida a partir do caldo de cana-de-açúcar fermentado e destilado. Pode ser engarrafada após a destilação ou pode ser armazenada ou envelhecida em recipientes de madeira e cada tipo de madeira fornece características únicas de aromas e sabores para a bebida.

Essa diversidade e complexidade sensorial do destilado combinada com outros ingredientes resulta em versatilidade e relevância na coquetelaria.

Considerando outro aspecto em diversidade, vemos iniciativas que pretendem ampliar a equidade de gênero no mercado de trabalho do universo de bebidas alcoólicas. Para se ter uma ideia, são mulheres 48% das pessoas formadas bartenders no Brasil, em 2020, pelo Learning for Life (Instituto Diageo), no qual se profissionalizou Bianca Lima, vencedora do maior campeonato de coquetelaria do país, o World Class Brasil 2021.

Outro exemplo é que, há dez anos, iniciei meus estudos sobre destilados e hoje sou a primeira mulher na posição de Head de Desenvolvimento de Líquidos da Ypióca, a marca de cachaça mais antiga do Brasil, com 175 anos.

A representatividade na coquetelaria, na economia e na evolução da sociedade fundamentam a importância de fomentar a valorização e o sentimento de orgulho nacional da nossa Cachaça. n

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Ana Carolina Corrêa

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