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Luiz Alberto Sabóia: Fortaleza Cidade Limpa

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Diariamente, algo em torno de 4,3 milhões de quilos de resíduos sólidos são coletados em Fortaleza. Uma verdadeira montanha entre resíduos orgânicos, plástico, papel, vidro e metal.

Na linguagem popular é o lixo da cidade. Para facilitar o entendimento, é como se cada habitante da nossa capital produzisse 1,6 kg de lixo por dia. Todo esse resíduo tem o potencial de causar danos ao meio ambiente, à saúde, à organização urbana e à qualidade de vida, mas também pode e deve ser fonte de valor.

No Brasil, estima-se que aproximadamente 30% dos resíduos sejam recicláveis secos, que têm potencial de gerar renda para toda uma cadeia econômica, dos catadores à indústria recicladora.

Em Fortaleza temos o mesmo desafio. Devemos olhar para o futuro e transformar a cidade em referência no manejo de resíduos sólidos. Isso pressupõe uma política pública ousada com foco nas dimensões ambiental, social, econômica, urbanística e comportamental.

Precisamos expandir nossa infraestrutura com equipamentos inovadores envolvendo ecopontos, mini-ecopontos, lixeiras subterrâneas, pontos de entrega voluntária e veículos de coleta seletiva. Devemos implementar ações com foco nos catadores, reconhecendo-os como aliados neste processo.

Além disso, estabelecer projetos que façam conexão direta com o meio ambiente, como a recuperação dos mananciais hídricos e a transformação de terrenos degradados em microparques urbanos. O investimento em educação, a partir da rede municipal, também é fundamental.

Esses são alguns componentes do Programa Fortaleza Cidade Limpa, que será detalhado e enviado à Câmara Municipal até junho, após ouvir diversos segmentos da sociedade.

Fortaleza quer ir além, apesar das novas regras impostas pela lei federal n° 14.026/2020, e apresentar um novo serviço com foco no meio ambiente, na geração de renda e na reciclagem, estimulando a coleta seletiva através da redução da tarifa e garantindo a isenção para os mais vulneráveis.

A meta é ousada: transformar Fortaleza em referência nacional no manejo de resíduos sólidos e atingir um índice de reciclagem de 50% em 8 anos.

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Luiz Alberto Sabóia

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