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Leve sua criança ao CCBNB
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Opinião

Leve sua criança ao CCBNB

Minha inquietação foi tamanha que resolvi escrever este texto e fazer um pedido: leve sua criança ao CCBNB. Programe-se, faça uma rota pelo Centro lhe apresentando Fortaleza, lhe proporcionando contato com arte, cultura, educação, memória
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Karyne Lane

Karyne Lane é uma jornalista cearense formada pela UFC e repórter do jornal O POVO desde 2022. Integra a equipe do O ...

Sou conhecida por sugerir lugares para todos os gostos, bolsos e idades. Graças ao meu filho Pedro, de sete anos, as programações infantis são um dos meus fortes. Juntos batemos perna por museus, eventos, praças e até outras cidades.  

Um dos nossos lugares preferidos é o Centro, onde é possível fazer várias paradas numa mesma rota. No último sábado, paramos no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB). Já entramos empolgados: uma banda animava o ambiente com música boa e energia lá em cima.

Na primeira atividade, porém, fiquei me perguntando onde estavam as outras crianças. Fora o Pedro, só havia mais duas.

Minha vontade era sair pelas ruas chamando todo mundo. As atividades são tão divertidas e interativas que até os adultos despertam sua criança interior e participam também.

Na oficina de pilates kids, por exemplo, o tio Sérgio nos ensinou sobre como as emoções também se manifestam pelo nosso corpo. Achei encantadora a forma com a qual ele estruturou essa atividade, com referências ao filme "Divertidamente", enquanto nos conduzia por nossa consciência corporal. Saímos relaxados — e eu, particularmente, com muita vontade de fazer pilates.

No intervalo, fiquei ouvindo Pedro e sua nova colega, Cecília, conversando sobre amizades, escola, jogos e o aniversário dela (que havia sido no dia anterior) enquanto pintavam. Que troca preciosa.

Na contação de histórias, todas sobre Carnaval, vi Elisabete Pacheco despertar nossa imaginação com uma narrativa envolvente e fascinante. Por fim, a companhia Laguz apresentou o divertidíssimo espetáculo "Cotidiano Nordestino".  

Mas não me conformei com tantas cadeiras vazias. Não parava de me perguntar: onde estão as crianças? Por que não estão aqui? Esse lugar deveria estar lotado.

Minha inquietação foi tamanha que resolvi escrever este texto e fazer um pedido: leve sua criança ao CCBNB. Programe-se, faça uma rota pelo Centro lhe apresentando Fortaleza, lhe proporcionando contato com arte, cultura, educação, memória.

Permita que a criança se expresse, brinque, aprenda, ensine. E quando digo isso, não me refiro apenas à criança que segura na sua mão, mas a que mora dentro de você também.

 

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