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Capitão Wagner: "Quem não fugir, morre"
Opinião

Capitão Wagner: "Quem não fugir, morre"

O governo Elmano prometeu que enfrentaria as facções. Mas o que vimos, desde então, foi mais violência, mais mortes, mais abandono. Ao longo dos últimos 11 anos de governo petista no Ceará, foram mais de 50 mil mortes
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Capitão Wagner. Presidente do União Brasil no Ceará. (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Capitão Wagner. Presidente do União Brasil no Ceará.

Comunidade com 300 famílias tem todos os seus moradores expulsos pelas facções.

O Ceará está de joelhos ao crime. Isso é fato. Contra o governo petista, que mantém o falso discurso de que está “tudo bem”, todos os dias surgem novos elementos que atestam a força das facções e a falência do governo. Crimes cada vez mais bárbaros - como o de um homem e uma mulher torturados e mortos com um cadeado na boca -, chacinas, trocas de tiros em via pública e, o mais recente e chocante caso: uma comunidade inteira expulsa de casa pelos bandidos. Não é força de expressão, é (mais um) fato.

Em Uiraponga, zona rural de Morada Nova, famílias abandonaram suas casas com medo de morrer. Moradores foram intimados por facções criminosas a deixar tudo para trás. Quem não sair, morre. Essa é a nova lei do Ceará: bandidos armados até os dentes mandam; o governo, sem pulso e omisso, obedece. Nessa equação, quem sofre é a população, que se vê acuada, fragilizada e tendo que abandonar uma vida inteira para não morrer.

No último dia 14 de julho estive presente em Uiraponga. Fui até a localidade em que o governo Elmano não teve coragem de ir. Aliás, na concepção dele, não precisa sair de seu confortável gabinete, pois a criminalidade está controlada e o Ceará vive uma onda de paz e tranquilidade. Elmano, o que eu presenciei em Uiraponga é algo assustador e sem precedentes! Uma localidade fantasma. Abandonada. Silenciada pelo crime. E sem proteção do governo. Colégio, Igreja, Ginásio, Comércio, Correios... tudo fechado.

O que está acontecendo em Morada Nova, e em tantas outras localidades do Estado - até mesmo em bairros da Capital cearense -, é o retrato escancarado da falência do governo do Ceará. Enquanto as facções avançam com violência e sem freios, o poder público está ausente. Ou melhor: escondido atrás de microfones, de vídeos fantasiosos, de metas e de planos vazios.

O governo Elmano prometeu que enfrentaria as facções. Mas o que vimos, desde então, foi mais violência, mais mortes, mais abandono. Ao longo dos últimos 11 anos de governo petista no Ceará, foram mais de 50 mil mortes. Média superior a 10 homicídios por dia. Segurança pública virou, apenas, slogan de marqueteiro. Na prática, o Ceará tornou-se um narcoestado, onde o cidadão comum precisa pedir permissão para viver.

E, quando a oposição denuncia essa tragédia, o governo responde com ironia, como se indignação fosse ataque político. Não é. É sobrevivência. Os números da violência explodiram, o medo tomou conta das cidades e a estrutura de segurança se mostra ineficiente. Falta viatura, falta efetivo, falta comando. O próprio Elmano reconheceu recentemente, em entrevista: “Não somos capaz de resolver.” Quando o governador assume não ter pulso e assina seu atestado de incompetência, é um claro sinal de que chegou a hora de mudarmos o comando!

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