Qual o valor do serviço público? A pergunta parece simples, mas carrega grande profundidade. Para alguns, o serviço público é apenas o funcionamento da máquina estatal. Na prática, porém, ele é a presença concreta do Estado na vida das pessoas. O servir público está na escola que acolhe crianças todos os dias, na vacina que protege famílias inteiras, na assistência que ampara os mais vulneráveis, na fiscalização que garante o uso correto dos recursos públicos. Em cada ação, há servidores que carregam a responsabilidade de fazer diferença na vida coletiva.
O valor do serviço público não se mede apenas por planilhas de eficiência ou pelo número de políticas implementadas. Ele se revela principalmente no propósito público: servir não a projetos individuais ou disputas políticas, mas ao interesse comum. Com esse propósito claro, até tarefas aparentemente banais ganham grandeza. Um atendimento empático devolve dignidade, uma assinatura garante direitos, a clareza de uma comunicação gera participação, uma postura íntegra restaura a confiança no Estado.
É evidente que há desafios. A burocracia excessiva, a lentidão em inovar e a desvalorização de servidores fragilizam a credibilidade do setor público. Mas exatamente por isso é necessário reafirmar: sem acreditar na função transformadora do Estado, não há sentido em ser servidor. Quem atua no piloto automático perde a capacidade de gerar cidadania e justiça social.
O serviço público tem valor porque equilibra a balança social. É ele quem garante acesso a direitos, oportunidades e condições para uma vida digna. Representa, em última instância, um instrumento de combate às desigualdades e de fortalecimento da democracia.
Por isso, a pergunta não deve ser apenas "qual o valor do serviço público?", mas também "quanto estamos dispostos, como sociedade, a valorizá-lo?". Afinal, só haverá um serviço público forte quando reconhecermos que servir ao cidadão é uma das mais potentes formas de transformar realidades - e que sem ele a democracia simplesmente não se sustenta.