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Reinaldo Oliveira: Por antecipação, a arte imita a vida
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Opinião

Reinaldo Oliveira: Por antecipação, a arte imita a vida

seus planos saindo pela culatra e cai nas garras da polícia. Sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país de Richard Nixon, presidente dos EUA na época, a roteirista e cineasta Kelly Reichardt centra a história de The Mastermind em um canto tranquilo de Massachusetts
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Reinaldo Oliveira. Jornalista, bancário e professor. (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal Reinaldo Oliveira. Jornalista, bancário e professor.

Aristóteles, filósofo grego, costumava defender que a arte imita a natureza e, por extensão, a vida como uma forma de arte e técnica.

Com 110 minutos de duração, The Mastermind mostra que o sistema normalmente ganha quando, nas últimas faíscas do movimento hippie capturado pela diretora do filme, com protestos de jovens pelas ruas e noticiários tratando da guerra do Vietnã, o enredo desbanca para a sequência final: o protagonista vê seus planos saindo pela culatra e cai nas garras da polícia.

Sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país de Richard Nixon, presidente dos EUA na época, a roteirista e cineasta Kelly Reichardt centra a história de The Mastermind em um canto tranquilo de Massachusetts, por volta de 1970, quando o carpinteiro James Blaine Mooney - filho de juiz e aspirante a designer de arquitetura - decide virar ladrão de obras de arte e trama um audacioso assalto a um museu na Nova Inglaterra, região que abrange os estados de Maine, Vermont, Nova Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island no nordeste dos Estados Unidos.

Quando J. B. Mooney e seus inexperientes colegas adentram o equipamento cultural à luz do dia, não encontram obstáculos na saída, fogem e levam valiosas mercadorias, passando pelo segurança que, sem esboçar reação alguma, parece estar dormindo, assim como ocorreu na França quando ladrões armados com ferramentas elétricas invadiram em plena luz do dia o museu mais visitado do mundo e sem dificuldade conseguiram fugir em scooters com oito peças de joalheria que pertenceram à realeza francesa.

Quanto ao aspecto da facilidade com que os bandidos conseguiram deixar o ambiente onde se deu o crime, Kelly Reichardt parece ter antevisto o roubo que ocorreu entre 09:30 e 09:40 (04:30 e 04:40 no horário de Brasília) no Museu do Louvre, em Paris na França, em, pleno domingo (19/10), pouco depois da abertura do espaço cultural aos visitantes, quando em seu longa-metragem os criminosos não encontram dificuldades durante a empreitada.

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