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Jhon Ribeiro: Aprender Conectado - uma revolução silenciosa capaz de mudar o Brasil
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Opinião

Jhon Ribeiro: Aprender Conectado - uma revolução silenciosa capaz de mudar o Brasil

O programa faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e tem como objetivo levar, até o final de 2026, banda larga para 40 mil estabelecimentos instalados em áreas de difícil acesso
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Jhon Ribeiro

Diretor de Comunicação e Relações Institucionais.

No início do século 20, uma desafiadora expedição percorreu o interior do Brasil com a tarefa de levar a comunicação às regiões mais remotas. À frente da empreitada estava o marechal Cândido Rondon, cujo objetivo era integrar o país com uma espinha dorsal telegráfica que cruzava territórios praticamente desconhecidos. Cada avanço significava vencer o isolamento. Ao final, o telégrafo não conectou apenas regiões - integrou culturas e ampliou o entendimento sobre a imensa diversidade brasileira.

Um século depois, uma marcha semelhante vem desbravando o país, desta vez para levar a internet de alta velocidade a escolas públicas instaladas nos pontos mais isolados. Executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), o projeto Aprender Conectado assumiu o compromisso de garantir que milhares de crianças e jovens das comunidades mais remotas do país possam ter acesso à tecnologia.

Contando com recursos oriundos do leilão do 5G - as empresas ganhadoras tiveram de destinar recursos à instalação de internet de alta velocidade nas instituições de ensino públicas do país -, o Aprender Conectado faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e tem como objetivo levar, até o final de 2026, banda larga para 40 mil estabelecimentos instalados em áreas de difícil acesso.

Os desafios são imensos. Há escolas aonde só se consegue chegar por meio de barcos. Outras exigem a abertura de picadas no meio da mata. Isso sem falar da precariedade de infraestrutura básica em algumas localidades, como a falta de rede de energia elétrica, tornando necessário instalar placas fotovoltaicas para a captação da energia solar antes de qualquer esforço para levar equipamentos de conectividade.

A despeito de todas as adversidades, não há canto do Brasil que ficará sem conectividade nas escolas públicas até o fim de 2026. Os números atingidos no último ano já desenham uma nova realidade. Hoje, 14 mil escolas estão conectadas pela Eace - sendo 10.698 rurais, 706 indígenas, 879 em comunidades quilombolas e as demais em margens de áreas urbanas -, e o trabalho prossegue ao ritmo de 143 instituições de ensino por dia.

Trata-se de uma revolução silenciosa, capaz de mudar, no curto prazo, o perfil social de áreas esquecidas no país.

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