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Alana Matos: Do semiárido cearense para o mundo
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Opinião

Alana Matos: Do semiárido cearense para o mundo

Regiões como o Vale do Jaguaribe, a região Norte e o Sertão Central destacam-se na exportação de frutas frescas e processadas, castanha de caju, alimentos industrializados e produtos da indústria de transformação
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Alana Matos. Representante da Câmara Brasil Portugal Ceará (CBPCE) na região norte (Sobral). (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal Alana Matos. Representante da Câmara Brasil Portugal Ceará (CBPCE) na região norte (Sobral).

O semiárido cearense tem se afirmado como protagonista no comércio internacional, demonstrando que a internacionalização de empresas não é uma exclusividade dos grandes centros urbanos. Dados recentes do relatório Ceará em Comex evidenciam que municípios do interior concentram parcela relevante das exportações do Estado.

Regiões como o Vale do Jaguaribe, a região Norte e o Sertão Central destacam-se na exportação de frutas frescas e processadas, castanha de caju, alimentos industrializados e produtos da indústria de transformação. Os municípios dessas regiões têm acessado mercados exigentes, o que demonstra a capacidade produtiva, adequação regulatória e competitividade internacional.

Além do agronegócio, o interior cearense avança na exportação de serviços. Empresas sediadas fora da capital atuam na prestação de serviços tecnológicos, desenvolvimento de software, soluções digitais e serviços especializados, beneficiando-se da conectividade e da economia digital para acessar clientes estrangeiros sem necessidade de estrutura física no exterior.

Esse cenário impõe uma reflexão estratégica: para permanecer e expandir sua presença internacional, as empresas do semiárido precisam investir continuamente em inovação, diferenciação de produtos, modernização de processos e expansão de mercados. A inovação deixa de ser uma opção e passa a ser condição indispensável para a competitividade global, sobretudo em um ambiente internacional marcado por rápidas transformações tecnológicas e regulatórias.

O relatório supracitado também evidencia a relevância da interiorização da infraestrutura logística e produtiva, que amplia o alcance dessas empresas e reduz custos de inserção internacional. Contudo, a expansão sustentável exige planejamento jurídico, segurança contratual e compreensão das regras do comércio internacional.

O Direito Internacional atua, nesse contexto, como instrumento de viabilização da inovação e da expansão de mercados. Ao estruturar juridicamente sua internacionalização, empresas do semiárido cearense fortalecem economias locais, geram valor e posicionam o interior do Ceará como território estratégico no cenário global.

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