Literalmente, Maduro preso, está fora de ação. O ex-presidente e sua esposa estão pagando um preço muito alto pelos crimes supostamente cometidos. Presidir um País é bastante diferente de dirigir um ônibus.
Praticamente, os veículos modernos têm duas marchas, uma para a frente e outra para trás. Enquanto, dirigir um país exige uma infinidade de movimentos em todas as direções, podendo, inclusive, promover retrocessos. Maduro não apodreceu no poder, embora fosse o seu destino. Não tinha os pré-requisitos de um presidente de um país tão rico em petróleo, contrapondo-se a uma população em estado de miséria. A sua permanência no poder, foi pela compra de apoios das autoridades por ele escolhidas.
Maduro foi o sucessor de Hugo Chavez, que exercia a liderança do País com maior abrangência popular.
Mas também usou práticas ditatoriais.
Maduro, depois de motorista de ônibus, foi deputado chegando a ser vice-presidente do Chavez.
Mas, Maduro, diferentemente, do seu antecessor apresentava características de um oportunista ou aventureiro.
Sendo a Venezuela o país detentor da maior reserva de Petróleo do mundo, a fragilidade crescente da sua economia é sinônimo de que ambos os Governos fracassaram totalmente. A pobreza cresceu de forma assustadora e com ela se ampliaram as correntes migratórias principalmente para os países vizinhos, com maior intensidade para a Colômbia.
O abastecimento das famílias, dos produtos básicos alimentícios e até papel higiênico eram adquiridos nos países vizinhos. Se falta alimentação o que se imaginar dos demais serviços como educação e saúde?
Outro elemento de grande desgaste é a participação da Venezuela no narcotráfico. Sem entrar no mérito de participação direta de Maduro e de sua esposa, a falta de um combate intensivo comprometeu a sua gestão.
O narcotráfico é um cancro das sociedades e a conivência com a sua prática é um dos maiores crimes que se pode praticar contra a humanidade.
Já do lado do Trump, invadir a Venezuela e prender o Maduro é uma atitude condenável pela falta de respeito à soberania daquele país. O exercício da força para prender um Presidente é um abuso de poder e uma atitude antidemocrática. Aliás, a sua arrogância tem sido demonstrada em várias oportunidades, como se fosse o dono do mundo. Trump é arrogante, prepotente e extremamente contraditório.
É de se admirar como o povo americano o elegeu, depois dos atos por ele instigados na invasão do Capitólio. Foi uma afronta à democracia e o povo americano se auto-proclama seu maior defensor. O mundo está passando por um momento de guerras injustificáveis e com fracas e falsas lideranças. O Presidente venezuelano caiu de Maduro, mas outros Presidentes podem apodrecer no Poder.