O que está ruim sempre pode piorar. O governo do PT veio nos provar essa máxima. Após colocar o Ceará no topo nacional da violência, Elmano de Freitas e sua incapacidade de gestão agravaram ainda mais o que já era trágico. Um recente estudo, baseado em dados do próprio Ministério da Segurança Pública do governo federal, trouxe um retrato alarmante do Brasil e, especialmente, do Ceará.
O Estado é o mais violento de todo o país com o dobro de homicídios da média nacional e, mais uma vez, Maranguape aparece como a cidade mais violenta do Brasil. Além disso, o cenário piorou de um ano para o outro: agora, o Ceará concentra três das cidades mais violentas do país: Maranguape, Maracanaú e Caucaia.
Não se trata de um dado isolado ou de um recorte conveniente. São números oficiais do próprio governo petista que revelam o resultado direto de uma gestão omissa, sem pulso e incapaz de enfrentar o avanço das facções criminosas. Mesmo diante dessa realidade, o governador Elmano insiste em discursos vazios, negando o que o povo sente na pele todos os dias.
Nesta semana, o governador afirmou que o Ceará não está dominado pelas facções. Foi mais uma de tantas declarações desconexas com a realidade dadas por ele. E não sou apenas eu quem digo. Jornais nacionais, investigações e a própria vivência da população mostram o contrário do que tenta vender o governador. O crime organizado controla, sim (!), territórios, impõe regras, cobra pedágios, expulsa famílias de suas casas e espalha o medo.
Dados do Ministério Público do Ceará indicam que mais de 50 prefeituras possuem algum tipo de relação ou infiltração de facções criminosas. Isso, por si só, já exigiria uma reação firme e imediata do governo estadual. Mas o que esperar do governador que não determinou, em mais de um ano, uma única operação para prender Bebeto do Choró? Do que eles têm medo? Te conto: uma delação do Bebeto, que é envolvido com as facções, vai derrubar muitos desses “poderosos”.
Silêncio e negação como método, retórica e falsos discursos como política pública. Enquanto o Palácio tenta maquiar números, centenas de milhares de famílias vivem sob ameaça, abandonam seus lares e perdem o direito básico de ir e vir. Jovens são aliciados, comerciantes são extorquidos e comunidades inteiras passam a viver reféns do crime.
Tenho percorrido o Ceará, ouvindo moradores, lideranças comunitárias e profissionais da segurança. Em nenhuma dessas visitas encontrei tranquilidade ou sensação de controle do Estado. O que existe é um sentimento generalizado de abandono. Segurança pública exige liderança, coragem e decisão. Exige reconhecer a realidade, agir com inteligência e dar respaldo às forças policiais. O Ceará precisa de um governo que enfrente o crime, não que finja que ele não existe. Negar o problema não salva vidas. Enfrentá-lo, sim.