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Mari Lacerda: O carnaval e a economia de Fortaleza
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Opinião

Mari Lacerda: O carnaval e a economia de Fortaleza

A folia momina ativa o turismo, movimenta o setor hoteleiro, impulsiona o comércio formal e informal, fortalece os setores produtivos, gera renda para artistas e empreendedores e estimula oportunidades em todo o território
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Mari Lacerda. Vereadora de Fortaleza pelo PT, mestra em Sociologia (UFC) e militante feminista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal Mari Lacerda. Vereadora de Fortaleza pelo PT, mestra em Sociologia (UFC) e militante feminista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

A multidão toma conta das ruas de Fortaleza nos primeiros fins de semana do Ciclo Carnavalesco. Em mais um ano de carnaval descentralizado, vemos a força e a potência criativa de uma das maiores celebrações populares da cidade, que também se reafirma como uma política pública estratégica para a economia local.

Desde o governo da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), o Ciclo Carnavalesco deixou de ser apenas um evento de entretenimento. Falar de Carnaval em Fortaleza é também falar de investimento. A folia momina ativa o turismo, movimenta o setor hoteleiro, impulsiona o comércio formal e informal, fortalece os setores produtivos, gera renda para artistas e empreendedores, reforça a identidade cultural da cidade e estimula oportunidades em todo o território, sobretudo nas periferias.

Os números refletem essa realidade. Em 2025, no primeiro ano da gestão do petista Evandro Leitão, o Ciclo Carnavalesco de Fortaleza gerou uma receita próxima de R$ 1 bilhão para a economia local, um aumento de 25% em relação ao governo Sarto, período em que a política cultural foi negligenciada.

A expectativa é que, em 2026, esses números sejam ainda maiores, em função da ampliação dos investimentos realizados. Ao todo, R$ 23 milhões foram alocados no Ciclo Carnavalesco — cerca de R$4 milhões a mais do que em 2025 — em uma folia distribuída em 25 polos, nas 12 regionais da cidade, com mais de 1,6 milhão de pessoas impactadas.

Esses resultados convergem com estudos nacionais sobre os efeitos econômicos dos investimentos em cultura. Levantamento encomendado à Fundação Getúlio Vargas pelo Ministério da Cultura aponta que cada R$1 investido em projetos culturais, por meio de mecanismos de incentivo, retorna cerca de R$7,59 à economia, considerando efeitos diretos, indiretos e a geração de empregos.

Como Presidente da Comissão de Cultura, Esporte e Juventude da Câmara Municipal, acompanhamos o desafio do poder público de garantir que a riqueza gerada pela cultura circule na economia. Investir em cultura é investir no desenvolvimento econômico, social e integral de Fortaleza.

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