Em mais de 35 anos de carreira, consolidou-se como referência técnica influente no setor, apostando na conexão entre estratégia e prática de negócios com visão de futuro, em um contexto econômico em contínua transformação. Nesse sentido, por exemplo, ele lembra na entrevista concedida ao O POVO, do tempo da hiperinflação e de como as empresas varejistas lidavam com os constantes aumentos de preços, com a criação em alguns casos até de moedas internas.
Como pensador do varejo, é ao mesmo tempo crítico da atuação dos diferentes governos na construção de um ambiente de negócios, mas também defende que o empresariado tome à frente de discussões políticas com potencial impacto não apenas na economia, mas em outros aspectos da sociedade, tais como a desigualdade e a insegurança.
“Falta integração dentro do próprio empresariado e com os poderes instituídos. E dentro do próprio empresariado tem uma razão. O modelo de representação da sociedade foi feito para dividir”, dispara.
Atua também como membro de conselhos de entidade representativas do setor, tais como o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), o Instituto Food Service Brasil (IFB) e o Ebeltoft Group, uma aliança global de consultorias especializadas em varejo presente em dezenas de países. E sobre política e economia global é crítico às políticas protecionistas de Trump, de quem diz com bom humor que deu três tiros no pé ao decretar o tarifaço contra o Brasil.
Também preside o Lide Comércio e ajudou a criar o Latam Retail Show, maior evento B2B (sigla inglesa para business to business, ou seja, de empresa para empresa), de varejo e consumo da América Latina.
Entre suas preocupações atuais estão o crescimento das bets e o impacto sobre o varejo, além das questões relacionadas ao mercado de trabalho, tais como a discussão sobre o fim da escala 6x1.
“De alguma maneira, ficar no 5x2 significa aumento de custos para as organizações. Mas é preciso reconhecer que você não pode nadar contra a maré o tempo inteiro. Se há um movimento nessa direção, é preciso encontrar alternativas, talvez o 5x2 estendendo o número de horas”, sugere.
Tem contribuído para ampliar a competitividade das empresas brasileiras no cenário global e é um entusiasta do espírito empreendedor brasileiro, dos MEIs às startups. Confira mais de seu pensamento na entrevista abaixo!
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Conector de líderes e ideias
Marcos Gouvêa conduz uma série de entrevistas chamada "Papo de Líderes", na qual conversa semanalmente com executivos sobre estratégia, inovação e perspectivas do mercado, ampliando o diálogo entre empresas e tendências.