As celebrações do dia 31 de março alusivas ao golpe militar que instaurou a ditadura militar em 1964 no Brasil foram de pouco movimento nas ruas de Fortaleza. Pequeno grupo, composto por homens, foi à Praça Portugal e fez reunião.
Ao O POVO, o professor aposentado João Valente, 61, explica que o movimento foi marcado por redes sociais. Previsto para 16 horas, apenas ele e mais dois homens estavam presentes após 40 minutos do horário marcado. João conta que inicialmente cerca de 50 pessoas eram esperadas.
"Já esperávamos que não viesse tanta gente. A festa do domingo próximo deve lotar a Praça Portugal. As pessoas que vêm hoje (ontem) são dos nossos grupos de WhatsApp sobre intervenção militar e bolsonarismo", diz.
O ato da próxima semana a que sr refere o professor aposentado, foi marcado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e diversos grupos conservadores no Ceará devem participar. A iniciativa visa criticar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF).
Declaradamente "intervencionista", João destaca que o movimento que marcaram na Praça Portugal comemora a "contrarrevolução", "momento em que os militares salvaram o Brasil do comunismo, que iria tomar o País de maneira avassaladora".
o movimento próximo à 10ª Região Militar, no Centro, também foi tranquilo durante todo o domingo. A leitura da ordem do dia para os militares aconteceu na última sexta-feira, 29, e nenhuma atividade alusiva à data foi realizada ontem.
Se o movimento nas ruas foi tranquilo nas ruas do País, com pontos de celebração apenas nas principais capitais, nas redes sociais a hashtag #PatriaAmadaBrasil representou as comemorações do aniversário de 55 anos do golpe militar no Twitter. Em outras redes sociais também foi possível ver postagens em destaque sobre a data. (Samuel Pimentel)