A Executiva Nacional do PSL divulgou nota na qual afirma que "excessos cometidos contra o partido serão devidamente apurados para adoção das medidas cabíveis". O comunicado ocorre em meio a uma crise interna no partido, uma semana após um grupo de parlamentares pedir auditoria nas contas da legenda, divulgar uma carta na qual cobra "novas práticas" da atual direção da sigla e de Bolsonaro considerar a possibilidade de deixar a sigla.
No documento, o partido afirma que eventuais dúvidas, se existirem, serão solucionadas a tempo e modo próprio. O PSL também diz que a divergência intrapartidária é natural e deve ser sempre resolvida pelo diálogo honesto, "sem insinuações e ameaças veladas".
"Alguns pronunciamentos noticiados caracterizam pueril tentativa de criar fatos artificiais que visam atender meros interesses pessoais em detrimento do interesse coletivo do partido", diz a nota.
O grupo de parlamentares do PSL que pede uma audiência nas contas do partido vê na operação da PF contra Luciano Bivar, uma oportunidade para a dissidência crescer e reforçar sua permanência na sigla. Entre eles, estão os deputados que podem ser expulsos do partido, como Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS) e Alê Silva (MG).
"A operação reforça o que estamos pedindo, que é a transparência nas contas do partido, e abre espaço para mais parlamentares virem para nosso grupo", disse Carla Zambelli. Ela acredita que ao menos dez novos devem se juntar a eles.
Carla diz ainda que o grupo está mais organizado e que a estratégia é se manter no PSL. Eles querem que Jair Bolsonaro faça parte da Executiva Nacional do partido.
A cúpula do PSL cancelou uma reunião que faria ontem. Na pauta, estava a possível expulsão de deputados bolsonaristas. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), negou, contudo, que vai haver qualquer expulsão do partido. "O seu adversário você mantém pertinho de você. Não mantém longe. Faz parte da guerra", afirmou. (Agência Estado)