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Postura do presidente irrita deputados e senadores

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 A praça do Imprensa, onde o 
ato foi realizado pela primeira vez, lotou na tarde de ontem (Foto: JÚLIO CAESAR)
Foto: JÚLIO CAESAR  A praça do Imprensa, onde o ato foi realizado pela primeira vez, lotou na tarde de ontem

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter recomendado, por causa da pandemia de coronavírus, o adiamento dos atos a favor do governo, que estavam previstos para este domingo, 15, no Brasil, manifestantes foram às ruas. Cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Maceió e Juiz de Fora já registram mobilizações, ainda que esvaziadas em algumas delas.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), cobrou "responsabilidade" contra disseminação do novo coronavírus no Estado e foi vaiado durante manifestação pró-governo em Goiânia.

"Vocês precisam entender, a menos que não estejam olhando ao mundo, que precisam mais do que nunca ter responsabilidade e não fazer aglomerações que provoquem disseminação do novo coronavírus", disse Caiado, sob fortes vaias.

Parlamentares de partidos de direita e de centro criticaram a atitude de Bolsonaro. Para o líder do Solidariedade na Câmara, Zé Silva (MG), "mais importante do que a gente fala é o que faz".

A líder do PSL na Câmara, ex-partido de Bolsonaro, Joice Hasselmann (SP), disse que a atitude de Bolsonaro é incompreensível. "Não dá pra entender o comportamento irracional do presidente", disse. "Ou é maluquice ou irresponsabilidade. Nem Freud explica", afirmou.

O líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), classificou o comportamento do presidente como o de um "bufão". "Uma palhaçada com uma coisa tão grave como essa", disse.

 

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