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Barroso admite adiar eleição municipal

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A um mês de assumir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu ontem a possibilidade de adiar as eleições municipais para dezembro, dependendo do avanço do coronavírus no País. Barroso afirmou ser contrário à prorrogação de mandatos até 2022, mas destacou que a palavra final deve ser dada pelo Congresso.

"Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período necessário para que as eleições possam se realizar com segurança, talvez dezembro", disse o magistrado, em nota.

Barroso assumirá o comando do TSE em maio, substituindo a colega Rosa Weber, e deixará a função em fevereiro de 2022. "Como já afirmei anteriormente, a saúde da população é o bem maior a ser preservado", disse o ministro. "O debate ainda é precoce porque não há certeza de como a contaminação vai evoluir".

A pressão para que a escolha de novos prefeitos e vereadores seja adiada ganhou força após o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugerir alteração no calendário eleitoral. Segundo ele, disputas políticas não podem prejudicar o combate à pandemia.

O tema divide opiniões e não há clareza sobre como ficariam os comandos de prefeituras, por exemplo. A proposta de Mandetta era a de esticar os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. Há quem defenda a unificação de todas as eleições em 2022. Barroso é contra.

A disseminação do coronavírus também já fez Rosa Weber suspender as eleições programadas em Mato Grosso para este mês, quando seria definido o nome do parlamentar que ficará com a vaga da senadora Juíza Selma (Podemos-MT). Conhecida como "Moro de saias", ela teve o mandato cassado em dezembro pelo TSE pela prática de caixa 2 e abuso do poder econômico na eleição de 2018. (Agência Estado)

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