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O vaivém no Ministério da Saúde de Bolsonaro

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Ministério da Saúde

Mudanças de comando

Desgastado no cargo de ministro da Saúde, Eduardo Pazuello foi substituído pelo médico Marcelo Queiroga.

O anúncio da mudança na pasta foi feito na segunda-feira da semana passada, dia 15 de março.

De lá para cá, passou-se uma semana, mas Pazuello não deixou o comando do ministério, tampouco Queiroga o assumiu.

A situação, inusitada, tem sido criticada por governadores, prefeitos e parlamentares, para quem a indefinição trava negociações e conversas e atrapalha a vacinação contra a Covid no país, processo já atrasado em virtude da demora do Governo para adquirir vacinas.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta acomodar Pazuello no Governo, seja lhe destinando cargo já existente ou criando-lhe um novo.

O objetivo dessa "operação Pazuello" é resguardar o foro privilegiado do ainda ministro, que é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal por suspeita de omissão no caso de Manaus

Queiroga, portanto, como ainda não assumiu a pasta, tem evitado conceder entrevistas, já que não fala como ministro de direito

Caso se confirme a sua nomeação e posse, previstas para a próxima quinta-feira, o médico cardiologista será o quarto ocupante do cargo desde o início da pandemia, em março do ano passado


Até agora, desempenharam a função Henrique Mandetta, que deixou o ministério após desentendimentos com Bolsonaro; Nelson Teich, que saiu pelas mesmas razões; e, agora, Pazuello, que se inviabilizou exatamente por cumprir as ordens do chefe. Para justificar sua saída, circulou a informação de que ele estaria doente, o que negou logo em seguida.

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