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Reunião dos Poderes busca trégua política

Hoje. Executivo, Judiciário e Legislativo
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PRESIDENTE do STF, Luiz Fux propôs a reunião desta quarta (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)
Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF PRESIDENTE do STF, Luiz Fux propôs a reunião desta quarta

Depois dos ataques desferidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de suas ameaças à realização das eleições no próximo ano, os chefes dos Três Poderes se reúnem nesta quarta-feira, 14, em busca de uma espécie de trégua política. A reunião será realizada na sede do STF e foi proposta e articulada pelo presidente da Corte, o ministro Luiz Fux, que já tinha acertado essa agenda com Bolsonaro.

Fux telefonou ontem para os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e os convidou para o encontro. A ideia da conversa é estabelecer um compromisso para que os limites da Constituição Federal não sejam cruzados pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e que não haja interferência nas áreas uns dos outros.

Mas, na prática, a conversa deve funcionar como uma tentativa de colocar freio nos ataques feitos pelo presidente. No encontro que tiveram anteontem, no Supremo, Fux chegou a dizer isso para Bolsonaro, reclamando das ofensas feitas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que também integra o Supremo, e das ameaças contra o processo eleitoral.

Na semana passada, Bolsonaro fez uma série de ataques e chegou a afirmar que não haveria eleições se não fosse implantado o sistema com voto impresso no País. Ele culpa Barroso pela resistência do Congresso em adotar a medida. O presidente chegou a xingar Barroso de "idiota" e "imbecil".

Acuado politicamente, Bolsonaro aceitou o encontro. Mas o presidente reclamou para Fux contra o que considera um ativismo político do Judiciário. E citou a posição crítica de Barroso contra a chamada PEC do Voto Impresso - que é rejeitada pela maioria dos partidos políticos. Do lado do Congresso, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira também criticam as declarações e ataques feitos pelo presidente. (Agência Estado)

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