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A pedido da PGR, Moraes determina prisão de blogueiro cearense apoiador de Bolsonaro

Ele é suspeito de articular ato antidemocrático para próximo dia 7 de setembro, após publicar vídeo pedindo a deposição de ministros do STF
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A pedido da PGR, Moraes determina prisão preventiva de blogueiro bolsonarista (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução A pedido da PGR, Moraes determina prisão preventiva de blogueiro bolsonarista

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira, 3, a prisão preventiva do blogueiro bolsonarista Wellington Macedo. Preso em um hotel em Brasília, ele é suspeito de articular um ato antidemocrático no próximo dia 7 de setembro, após divulgar vídeos incentivando um ato para pedir a deposição de ministros do Supremo.

No conteúdo, Wellington também se apresentava como coordenador do evento. O jornalista cearense e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi um dos alvos da operação realizada pela Polícia Federal no dia 20 de agosto.

Junto do cantor Sérgio Reis e do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), Wellington é investigado no inquérito que apura financiamento e organização de atos antidemocráticos pelo país. Ele também teve o canal de YouTube e o perfil no Instagram suspensos na investigação.

Por duas vezes, o jornalista publicou declarações de Reis em que o cantor afirmava que o País teria problemas caso as solicitações do artista não fossem atendidas, "se eles não obedecerem o nosso pedido, a cobra vai fumar", diz uma das publicações. 

Nascido em Sobral, Macedo se apresenta nas redes sociais como jornalista e coordenador nacional da Marcha da Família. Entre fevereiro e outubro de 2019 ocupou o cargo de assessor da Diretoria de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ele foi apontado pela PGR como um dos responsáveis pela divulgação de ‘ato violento e antidemocrático’ previsto para o feriado.

Em seu perfil do Twitter, o único que permanece ativo, chegou a publicar sobre as manifestações do feriado: "Se eles não obedecerem o nosso pedido, a cobra vai fumar". Em outra postagem recente, em provável referência ao golpe militar de 1964, escreveu: "Após 57 anos, serão derrotados os que se achavam donos do poder. Poder o povo dá. Poder o povo tira, só o povo é o poder".

 

 

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