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Camilo Santana deve coordenar campanha de Lula no Ceará em 2022

| Eleições | Ex-presidente encerrou rodada de encontros com siglas, entre elas o MDB de Eunício, possível candidato ao Governo
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 Com alta popularidade, Camilo será peça importante na campanha do ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação Com alta popularidade, Camilo será peça importante na campanha do ex-presidente Lula

O governador do Estado, Camilo Santana (PT), deve coordenar a campanha do ex-presidente Lula ao Planalto no ano que vem. Além de Camilo, outros três chefes de Executivo estadual e dirigentes petistas vão dividir a tarefa na disputa de 2022. Em cada estado, o partido entregará a direção da campanha a representantes com peso eleitoral na corrida que se aproxima. A intenção é robustecer a estratégia da sigla, que pretende se concentrar na Presidência e fortalecer bancadas na Câmara e Senado.

No Ceará, Camilo, reeleito com folga em 2018, reúne amplo arco de alianças com legendas, entre as quais o PDT de Ciro Gomes, pré-candidato presidencial e virtual adversário de Lula no pleito.

De saída do Abolição, o gestor estadual deve concorrer ao cargo de senador numa chapa que, a depender unicamente do desejo do governador, terá a seu lado os trabalhistas, cuja vontade, já manifestada publicamente, é lançar um nome do PDT na cabeça de chapa.

A costura, entretanto, ainda depende de acertos nacionais e locais. Dirigentes petistas no estado se queixam de críticas de Ciro a Lula e do ex-prefeito Roberto Cláudio na briga pela Prefeitura de Fortaleza em 2020. Deputados federais, José Airton Cirilo e Luizianne Lins são os mais vocais na defesa da tese de uma candidatura própria do PT ou, caso a hipótese não se consolide, de apoio a um nome do PDT que não o do ex-prefeito.

À frente de uma campanha de Lula no Ceará, Camilo terá de enfrentar essas variáveis, acomodando interesses que, no plano federal, estarão em conflito, apesar de todos os sinais de conciliação dados por Ciro.

O envolvimento direto de Camilo na coordenação é um modo de trazer mais para perto do partido o governador, que se divide entre os dois grupos políticos e tem operado como um elo entre petistas e pedetistas.

Também deputado federal, José Guimarães afirma que "Lula ainda não indicou ninguém", mas cita que "os quatro governadores do PT estarão (na coordenação da campanha lulista)". A semana passada, conforme Guimarães, encerrou uma rodada de encontros do ex-presidente com dirigentes partidários. Para ele, o balanço foi positivo.

"Houve três grandes momentos", diz o parlamentar, "o contato com partidos, o contato com embaixadas e embaixadores e o encontro com movimentos sociais". Entre as siglas, estavam representadas, além de agremiações de esquerda, Solidariedade, PV, PSD e MDB. "Essas alianças são fundamentais para dar sustentação política e evidentemente nos prepararmos para a eleição de 2022, que é o central para nós, além da luta pelo impeachment", enfatiza Guimarães.

Segundo ele, "todo mundo tem o sentimento de que Lula deverá liderar um amplo movimento de concertação nacional, capaz de ouvir todas as forças progressistas". O petista informa ainda que o ex-presidente deve apresentar, até o início de 2022, "um programa de reconstrução nacional", e que seus próximos passos incluem uma agenda internacional e "depois visitas a Minas Gerais e à região norte do país".

 

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