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PSD quer espaço em chapa governista, diz Domingos Neto

| Eleições | Deputado federal afirma que lançamento de candidatura própria nacional não interfere em alianças formadas localmente
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DOMINGOS NETO, 
deputado federal pelo PSD (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves DOMINGOS NETO, deputado federal pelo PSD

Enquanto o PSD lançou no último sábado, 23, a pré-canditatura de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, ao Planalto em 2022, a legenda no Ceará também articula e traça planos para as eleições estaduais. A ideia da agremiação liderada pelo ex-vice governador Domingos Filho é manter aliança local com PDT e PT, siglas que também têm nomes para disputa nacional.

Segundo o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), a prioridade é colocar Domingos Filho, pai dele, na chapa para o governo. Como o PDT pretende lançar candidatura própria, a ideia é que o partido fique ocupe o posto de vice na disputa, com o PT lançando o governador Camilo Santana para concorrer à vaga no Senado. "A gente tendo uma prioridade na chapa, a escolha é o presidente do partido", disse Domingos Neto.

Para o parlamentar, não há risco de rusgas entre os interesses locais e nacionais, tendo em vista que o PDT lança Ciro Gomes para a presidência, PT aparece liderando pesquisas com o ex-presidente Lula e agora o PSD lança Pacheco para a disputa nacional. "Conflito? De maneira nenhuma", garantiu.

Domingos Neto enfatiza o posicionamento centrista do PSD na corrida presidencial, com construção de candidatura a partir da filiação de Pacheco, marcada para a próxima quarta-feira, 27, em Brasília.

Durante evento realizado no Rio de Janeiro, no último sábado, 24, Gilberto Kassab, presidente da agremiação, rasgou elogios ao atual presidente do Senado na defesa de sua candidatura. "Se Deus quiser ele é o próximo presidente do Brasil", disse.

Mesmo com discurso conciliatório, o senador mineiro deu alfinetadas no Governo Federal ao defender o equilíbrio entre a criação de programas de auxílio aos mais pobres e a responsabilidade fiscal.

Na última semana, o governo Bolsonaro sofreu uma debandada de secretários do ministério da Economia após tentativa de furar o teto de gastos para criação do Auxílio Brasil, programa que substituiria o Bolsa Família pagando R$ 400 as famílias mais pobres um ano antes da campanha eleitoral.

"Nós precisamos mais do que nunca, garantir as pessoas carentes do brasil, um programa sustentável, um programa de pé, que tenha um valor responsável, e esta responsabilidade fiscal não significa reduzir a expectativa das pessoas. É perfeitamente possível equilibrar a necessidade que as pessoas têm de uma mínima capacidade de compra de itens da cesta básica, com a responsabilidade fiscal", disse Pacheco em discurso no evento do PSD.

Ontem, o ministro da Economia Paulo Guedes apareceu ao lado do presidente Jair Bolsonaro e criticou Pacheco por não "ajudar" o governo em reformas. "se ele quiser se viabilizar politicamente como uma alternativa séria, precisa ajudar o nosso governo a avançar com as reformas", afirmou o ministro.

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